Bloco - Ó Glória

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Data: 12/02/2010 - Hora: 20:00

Local: VOTUPORANGA - SP

Vem aí o bloco de carnaval "Ó Glória" Da Redação Serão cinco dias de carnaval - de 12 a 16 de fevereiro. Na programação, muita adoração a Deus com Santa Missa diária, adoração ao santíssimo, pregações, shows de evangelização. A micareta vai oferecer também apresentações de danças, shows musicais, tenda eletrônica e churrasco durante as tardes. E, de acordo com o coordenador Celito Garcia, tudo será feito conforme os ensinamentos da Igreja, passando pela aprovação da coordenação regional e diocesana. Celito também é coordenador do Ministério Jovem na região. Os abadás vão custar R$100, divididos em quatro vezes. Em breve estará a venda em todas as paróquias da cidade. Para Celito, será um carnaval diferente, com o objetivo e louvar a Deus e proporcionar momentos de alegria ao micareteiros fiéis. Informações pelo telefone 8145-3368. Confimado Algumas atrações musicais estão confimadas. Entre ele o cantor Mizão, de Jales; o grupo Ministério Louva Rei, de São José do Rio Preto e as banda Jesus de Fogo, de Três Lagoas. Outras bandas dever ser confimadas nos próximos dias. A expectativa da organização é que compareçam jovens de toda a região. Algumas caravanas já confirmaram a vinda de fiéis. Proposta A iniciativa partiu de um projeto nacional do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica desde o inicio do ano de 2008, quando jovens ouados decidiram fazer uma evangelização nas praias do Paraná. Hoje, a micareta acontece em diversas partes do país. "Depois de muitas reuniões, orações, adorações e até um dia todo de oração e jejum, eu estava ouvindo uma música do Walmir Alencar – onde está seu irmão? – e Deus me deu o nome do projeto: Jovem Jesus Te Ama! Participe de um Grupo de Oração", explica Celito. "Votuporanga tem um carnaval que é destaque em todo o estado e uma micareta fora de época com os maiores cantores de axé do Brasil. Porque não ter um bloco de carnaval cristão? Onde os jovens possam se divertir e testemunhar que vale a pena ser de Deus e que não é preciso de bebida alcoólica, ou drogas para ser feliz", conclui. Ministério Jovem O objetivo da organização católica é evangelizar, formar, assistir, orientar e motivar os jovens a partir da identidade da RCC, inserindo-os na vida da Igreja. A formação humana, espiritual e vocacional, são as bases para que o jovem se torne protagonista na Igreja e na sociedade. A RCC trabalha com grupo de oração. Há duas realidades neste sentido: grupo de oração misto e grupo de oração jovem, aberto para todo e qualquer participante sem restrições de idade. A presença e a participação do jovem dentro do grupo de oração, traz alegria, vitalidade e dinamismo. Geralmente o grupo de oração misto trabalha as várias facetas da realidade humana, porém é necessário que o jovem seja formado no seu estado de vida, aí a importância do ministério jovem dentro do grupo de oração. O ministério jovem é quem organizará em um momento específico a formação, a partilha e as atividades dos jovens dentro do grupo de oração. (Colaborou: Cibeli Moretti)

 
 

Video Louva Rei

 
 

Papa João Paulo II - Dados

Papa João Paulo II - Dados


DADOS CRONOLÓGICOS

265° Sucessor de SÃO PEDRO

Nascimento:18/05/1920´Karol Vojtyla´ Wadowice (Polonia)

Sacerdote: 01/11/1946

Bispo Auxiliar de Cracóvia: 04/07/58

Bispo: 28/09/1958

Arcebispo de Cracóvia: 13/01/1964

Cardeal : 26/06/1967

Papa : 16/10/1978

Primeiro Papa Polonês e primeiro não italiano desde Adriano VI (1522´1523)

Baleado na Praça de São Pedro em 13/05/1981 por Ali Agca.


DECISÕES MAIS IMPORTANTES – até o ano 2000

1. 25/01/1983 - Código de Direito Canônico para a Igreja Latina.

2. 18/10/1990 - Códigos dos Cânones da Igreja Oriental

3. 24/03/1983 - Ano Santo 1983 ´ 1500 anos da Redenção

4. 07/06(Pentecostes) a 15/08/1988 (Assunção) - Ano Mariano

5. 07/12/1992 - Catecismo da Igreja Católica

6. 19/10/1997 - Santa Terezinha ´ 33a Doutora da Igreja

7. 1997 ´ 1999 - Triênio em preparação para o Jubileu de 2000

8. Nomeou 257 Cardeais

9. Nomeou 2600 Bispos dos 4390 hoje existentes.

10. 700 discursos por ano, em média

11. 31 Cartas Apostólicas

12. 13 Encíclicas

13. 8 Exortações Apostólicas

14. Canonizou 280 novos Santos e 805 Bem aventurados

15. 877 audiências ( 14,5 milhões de pessoas)

16. Criou 84 novas Nunciaturas ou Representações Diplomáticas


JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE

1987 ´ Buenos Aires - Argentina

1989 ´ Compostela - Espanha

1991 ´ Czestochwa - Polonia

1993 ´ Denver - EUA

1995 ´ Manila - Filipinas

1997 ´ Paris - França

2000 ´ Roma - Itália


VIAGENS e VISITAS APOSTÓLICAS

´ 92 ao exterior: 118 países

´ 31paises na Europa (Polonia e França 7 vezes)

´ 39 na África

´ 24 na América Latina e Caribe (EUA ´ 6 vezes)

´ 21 na Ásia

´ 3 na Oceania

´ 134 na Itália

´ 660 em Roma

´ 1,1 milhão de kms percorridos (3 vezes a distância da Terra à Lua)

 

Louvor

Qual a importância do Louvor?


A Igreja nos ensina que na eternidade em Deus nossa atividade será louvá´Lo, sem cessar. Citando santo Inácio de Loyola, o Catecismo sempre ensinou que este será o gozo da nossa alma . Na oração Sacerdotal , antes de sofrer a Paixão, Jesus orou assim: ´A vida eterna consiste em que Te conheçam a Ti , um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste.´(Jo 17,3). Então, a vida eterna consiste em ´conhecer´ e ´louvar´ a Deus. Não é possível louvar a Deus sem conhecê´Lo. Mas este conhecimento de Deus não é apenas teológico, mas principalmente pela comunhão e participação de sua vida divina. Ao contemplar a grandeza ou a beleza de suas obras, todas feitas para nós, com amor, sabedoria e perfeição, nosso coração exulta e nossos lábios cantam como o salmista. Os 150 Salmos são a expressão de um coração apaixonado pelo seu Deus, e que exprime em prosas, versos, canções, gritos e júbilos, toda a sua alegria e todo o seu amor ao Criador. Assim, o louvor é a expressão primeira e necessária de todo aquele que crê. O salmista quer que tudo e todos, sem cessar, em todo o tempo e lugar, cantem as glórias do Senhor. O último dos salmos expressa essa ´explosão´ de louvor: ´ Louvai o Senhor em seu santuário, Louvai em seu majestoso firmamento. Louvai´o por suas obras maravilhosas, Louvai´o por sua majestade infinita. Louvai´o ao som da trombeta, Louvai´o com a lira e a cítara. Louvai´o com tímpanos e danças, Louvai´o com a harpa e a flauta. Louvai´o com símbolos sonoros, Louvai´o com símbolos retumbantes. Tudo o que respira louve o Senhor´ (Sl 150). É maravilhoso esse ´tudo o que respira louve o Senhor´! A Liturgia faz eco a essas palavras dizendo: ´Na verdade, Vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor...´ (Or. Eucarística III) Deus, por sua onipotência, onisciência, onipresença, perfeição, majestade, eternidade,... tem direito de receber de todas as suas criaturas o louvor permanente, por uma razão muito simples, foi Ele quem as criou; isto é, as tirou do nada. Por isso dizia São Tomás que ´quanto mais nos afastamos de Deus, mais nos aproximamos do nada.´ O louvor é, portanto, a necessidade da alma que reconhece a grandeza do seu Criador, e agradece as suas maravilhas. Maria, a ´serva do Senhor´, soube expressar muito bem esta realidade: ´Minha alma engrandece o Senhor, Meu espírito exulta de alegria em Deus meu salvador´. Quando louvamos o Senhor, conscientemente, do fundo da alma, não apenas com os lábios, nossa alma sintoniza com Deus, e todas as suas faculdades são ordenadas, harmonizadas e pacificadas. Por isso, diz a Liturgia: ´Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar´Vos graças e bendizer´Vos, Senhor, Pai santo, fonte da verdade e da vida...´(Prefácio ´ o dia do Senhor). Deus não precisa do nosso louvor, nós é que precisamos louvá´Lo, a fim de fazermos comunhão com Ele, e nos enriquecermos dos seus dons. É ainda a Liturgia que nos ensina que: ´se louvar a Vós, nada acrescenta à Vossa Majestade, no entanto contribui para a nossa santidade...´. E ainda: ´É justo e nos faz todos ser mais santos louvar a Vós, ó Pai, no mundo inteiro, de dia e de noite, agradecendo com Cristo...´ (Or. Euc. V) Agostinho de Hipona dizia que ´Ser sábio é tudo dirigir ao louvor de Deus´. E afirmava ainda que; ´Ainda que não se possa dizer coisa alguma digna de Deus, Ele admite o obséquio da voz humana e quer que nos rejubilemos com nossas próprias palavras ao louvá´Lo.´ E ensinava aos seus discípulos dizendo: ´Nossa meditação é uma espécie de treino no louvor do Senhor. Se a felicidade da vida futura consiste em louvar a Deus, como poderemos louvá´Lo se não fomos treinados? Louva e bendiz ao Senhor todos e em cada um dos teus dias para que quando venha esse dia sem fim, possas passar de um louvor a outro sem esforço.´ Como não podemos passar o dia em louvor, apenas com os lábios, por causa das atividades, Deus nos deu uma outra maneira de louvá´Lo: cumprindo bem a sua vontade em tudo o que devemos fazer. Assim, tudo será dirigido para a Sua glória. Podemos louvar a Deus com os lábios e com a vida. Santo Agostinho dizia : ´ Vou te dar um meio de louvar a Deus o dia inteiro, se o quiseres. Tudo o que fizeres, faze´o bem e terás louvado a Deus.´ São Paulo nos ensina a fazer tudo com a reta intenção de louvar a Deus: ´Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus´. (1Cor 10,31) Isto deixa claro que não devemos louvar a Deus somente com palavras, mas também com a vida. O apóstolo ainda insiste aos colossences: ´Tudo o que fizerdes, por palavra ou por obra, fazei´o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai´ (Cl 3,17). ´Tudo o que fizerdes, fazei´o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens...´(Cl 3,23) Esta é a mais bela maneira de louvar a Deus: cumprir bem a sua vontade. ´Fazer o que Deus quer, e querer o que Deus faz´, dizia Santo Afonso de Ligório. Trabalhar bem, honestamente, fazendo tudo com diligência, capricho, eficiência, sem preguiça e sem murmuração, mesmo entre suores ou lágrimas, é uma belíssima maneira de também louvar a Deus, desde que tudo seja feito por seu amor. Por isso dizia São Bento: ´Ora et labora´. Jesus disse: ´Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.´(Mt 5, 16) Portanto, o Pai é glorificado quando os outros observam as nossas ´boas obras´, e não apenas nosso louvor oral. De nada vale louvar a Deus com os lábios e ser um preguiçoso, relapso nos serviços do seu estado, ou displicente na sua profissão. Pouco vale louvar a Deus com os lábios se não o louvar com a vida. Por isso dizia o grande santo de Hipona: ´Canta com os lábios, canta com o coração, canta com a vida.´ Quando Jesus terminou sua missão, antes de sofrer a Paixão, disse ao Pai: ´Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer.´(Jo 17,4)

Felipe Aquino

 
 

Eucaristia

Ricos Ensinamentos sobre a Eucaristia

 Jesus Sacramentado

São João Crisóstomo:

“Deu´se todo não reservando nada para si”.“Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor” (Ct 2,4´5)”.

São Boaventura:

“Ainda que friamente aproxime´se confiando na misericórdia de Deus”.

São Francisco de Sales:

“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.

Santa Teresa de Ávila:

“Não há meio melhor para se chegar à perfeição”. “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”. “Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”.

São Bernardo:

“A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”. “Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.

S. Vicente Ferrer:

“Há mais proveito na Eucaristia que em uma semana de jejum a pão e água.

Santo Ambrósio:

“Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.”

São Gregório Nazianzeno:

“Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”. “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando´no do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.”

São Tomás de Aquino:

“A comunhão destrói a tentação do demônio.

Concílio de Trento:

“Remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais.”

Santo Afonso de Ligório:

“A comunhão diária não pode conviver vcom o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento.” “Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.

S. Pio X:

“A devoção à eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objeto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor”. “Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.

Santo Agostinho:

“Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele.” “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.” “ A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.” “Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua maternidade.”

Papa Pio XII:

“A fé da Igreja é esta: que um só e o mesmo é o Verbo de Deus e o Filho de Maria, que sofreu na cruz, que está presente na Eucaristia, e que reina no céu.”

São Gregório de Nissa:

“Nosso corpo unido ao corpo de Cristo, adquire um princípio de imortalidade, porque se une ao Imortal”.

São João Maria Vianney:

“Cada hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano”.

Santa Teresinha:

“Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde ele encontra as sua delícias”. “Quando o demônio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem dono e afastada da comunhão.”

Santa Margarida Maria Alacoque:

“Nós não saberíamos dar maior alegria ao nosso inimigo, o demônio, do que afastando´nos de Jesus, o qual lhe tira o poder que ele tem sobre nós.”

São Filipe Neri:

“A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia.”

Santa Catarina de Gênova:

“O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida”.

São João Bosco:

“Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante.”

Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai´o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai´o poucas vezes. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demônio? Refugiai´vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus...”

Imitação de Cristo (Tomás de Kempis):

“Ao sacerdote na consagração é dado ao que aos anjos não foi concedido”.

“Não há oblação mais digna, nem maior satisfação para expiar os pecados, que oferecer´se a si mesmo a Deus, pura e inteiramente, unido à oblação do Corpo de Cristo, na missa e na comunhão”.

“A Eucaristia é a saúde da alma e do corpo, remédio de toda enfermidade espiritual, cura os vícios, reprime as paixões, vence ou enfraquece as tentações, comunica maior graça, confirma a virtude nascente, confirma a fé, fortalece a esperança, inflama e dilata a caridade.

 
 

O GRANDE HOMEM

Para você meditar:

O GRANDE HOMEM

Mantém o seu modo de pensar independentemente da opinião pública. É tranqüilo, calmo, paciente. Não grita nem se desespera. Pensa com clarez, fala com inteligência, vive com simplicidade. É do futuro, e não do passado. Sempre tem tempo. Não despreza ser humano algum. Causa a impressão dos vastos silêncios da natureza testemunhados pelo céu. Não é vaidoso. Como não anda à cata de aplausos, jamais se ofende. Possui sempre mais do que julga merecer. Está sempre disposto a aprender, mesmo das crianças. Despreza a opinião própria tão logo verifique o seu erro. Traz dentro de si as antenas da verdade, que não lhe permite deixar´se inchar pelo louvor ou deprimir pela censura. Não obstante essa equanimidade, não é frio: Ama, sofre, compreende, sorri. O que você possui ´ dinheiro ou posição ´ nada significa para ele. Só lhe importa o que você é. Não respeita usos estabelecidos e venerados por espíritos mesquinhos. Respeita somente a verdade. Tem mente de homem e coração de menino. Conhece´se a si mesmo tal qual é, e conhece a Deus.

DO LIVRO ´NAMORO´ do Prof. Felipe Aquino

 
 

Possuir-se para dar-se

Possuir-se para dar-se

Você já sabe que amar é dar´se ao outro integralmente, gratuitamente, para construí´lo. É a essência da vida a dois e o fermento que faz o casal crescer. Mas, para que você possa dar´se a alguém, livremente, você precisa possuir´se; ser senhor de si mesmo. As pessoas transformam o amor em egoísmo porque não têm o domínio de si mesmas, e não conseguem dar´se, mas apenas tomar e receber. A grande crise do homem moderno é que ele dominou o macrocosmo das estrelas e o microcosmo das bactérias e dos átomos, mas perdeu o domínio de si mesmo. Não é mais homem! O senhor do mundo perdeu o controle de si mesmo e geme sufocado sob o peso daquilo que ele criou com a beleza das suas mãos e da sua inteligência. É um escravo da matéria que domesticou! Podemos dizer que há uma desintegração do homem porque ele permitiu que a matéria tomasse a primazia do espírito sobre a sua vida. As descobertas e invenções da moderna tecnologia nos deixam extasiados, seja no campo da informática, da biotecnologia ou da medicina. No entanto, esse homem fantástico que dirige o universo, não consegue dirigir´se a si mesmo. Como conseqüência disso assistimos os tristes flagelos das guerras, da fome, da violência, etc., que ainda pesam dolorosamente sobre tantos.

Não há dúvida de que todos esses problemas já teriam sido resolvidos se o homem tivesse o domínio sobre si mesmo e permitisse que o amor guiasse os seus passos. Não falta comida para todos, não faltam recursos materiais e naturais para sanar os problemas atuais, o que falta é o homem devidamente construído; caminhando de pé, como Deus o fez. Como muito bem mostrou Michel Quoist, no seu belo livro “Construir o Homem e o Mundo” (Livraria Duas Cidades, 1976, SP, 26ª edição), o homem está escravizado pela própria matéria que ele domesticou, e seu espírito agoniza... O que será o homem sem a primazia do espírito? Um escravo, escravizado pela própria tecnologia que desenvolveu. Não é somente hoje que isto ocorre. Em proporções diferentes a História Universal mostra que as civilizações caíram (Roma, Grécia, Bizâncio,...) muito mais pelo próprio apodrecimento interior do que por causa das invasões exteriores. O inimigo externo vence quando o interior está corroído em vista da agonia do espírito sob a matéria. Todo o progresso atual é belo e necessário, mas é preciso resgatar o homem como Deus o quis. Quanto maior for o sucesso do homem, mais a sua espiritualidade precisará crescer para não sucumbir ou se deixar cegar pelo brilho das suas descobertas.

O Papa João Paulo II numa de suas primeiras encíclicas: “Redentor dos Homens”, mostrou bem claro que o homem hoje teme exatamente aquilo que ele criou com o gênio da sua inteligência e de suas mãos; e que isto ocorre porque colocou a técnica sobre a ética e a matéria sobre o espírito. A conseqüência disso tudo que foi dito acima, é a agonia do amor e a vitória do egoísmo e da morte. Sem ser senhor de si mesmo você não consegue dar´se, não consegue amar. Só consegue ser egoísta. É fácil constatar que hoje as piores doenças começam a ser do espírito, e não do corpo. Cresce o número de psiquiatras e psicólogos e alastra´se a depressão. São as conseqüências dos desequilíbrios de um mundo onde o amor agoniza, porque o homem abandonou Deus. Maravilhado com os seus feitos, o homem se adora como o seu próprio deus, e por isso deixa´se esmagar pela matéria. Eis a triste realidade hoje: o homem adora as coisas e a si mesmo no lugar de Deus, e inverte a escala dos valores. Então o amor morre. Para que você possa amar de verdade, como Deus quer, é preciso que você caminhe “de pé”, isto é, respeitando a primazia dos valores: em cima, o espírito; depois o racional; e abaixo o físico. Se o teu corpo domina o teu espírito, então você caminha de cabeça para baixo. Os três níveis são fundamentais para a vida, mas é imprescindível que a sua hierarquia seja respeitada, sob pena do homem se tornar um perigoso animal. É o corpo que assume o comando quando a sensibilidade é satisfeita sem restrições, ou quando o satisfazemos com todos os prazeres da comida, da bebida, do sexo, que ele exige. Você caminha de cabeça para baixo quando é o corpo que dá as ordens. Aí então vive´se como um verdadeiro animal, apenas para comer, beber, dormir e gozar os prazeres do sexo.

É o instinto que comanda, não a razão. Como uma pessoa dessa pode amar, como pode dar´se, renunciar a si mesmo, se o que importa é a satisfação do “seu” corpo? Quando o corpo impera, a razão enfraquece, o espírito agoniza, e o amor perece. Muitas vezes você pode estar andando de cabeça para baixo: ´ quando você capitula diante daquele prato saboroso, e come sem limite...; ´ quando você não consegue tirar o seu corpo da cama na hora certa, e deixa´o dormir à vontade...; ´ quando o prazer do sexo o faz perder a cabeça, e atirar´se a ele descontrolado; sem um compromisso; ´ quando você se atira aos prazeres de todas as formas. Você também pode deixar de caminhar de pé se é a sensibilidade que comanda os seus atos, e não o espírito. É claro que a sensibilidade é importantíssima; ela nos diferencia dos animais; mas não pode ser a imperatriz dos nossos atos. Não podemos ser conduzidos apenas pelo “sentir”. Se for assim você pode achar que uma pessoa está certa apenas porque lhe é simpática, ou muito amiga, e não porque, de fato, ela tem razão. Seu juízo será parcial e errado. Sua análise e seu julgamento serão conduzidos pelo sentimento e não pela razão. Você é escravo da sensibilidade se, por exemplo, ´ só aceita participar da missa celebrada por “aquele” padre que você aprecia; ou quando qualquer palavra de crítica o ofende, magoa, e deixa´o prostrado na fossa; ´ quando você só reza e só vai à missa quando “sente” vontade; ´ quando você fica derrotado porque ninguém notou os seus esforços e ninguém o elogiou; ´ quando você troca o sonho pela realidade; ´ quando não se aceita a si mesmo como você é; ´ quando você não estuda a matéria ministrada por aquele professor que não lhe é simpático.

Nestas situações, e muitas outras, você pode estar se “arrastando” ao invés de caminhar de pé, guiado pelo espírito. Isto só será possível quando o seu espírito, fortalecido pelo Espírito Santo, comandar a sensibilidade e o corpo. A sensibilidade é bela, é ela que faz você chorar diante da dor e do sofrimento do outro, mas ela precisa ser controlada pelo espírito. Um cavalo fogoso pode leva´lo muito longe se você tiver firme as suas rédeas; mas pode jogá´lo ao chão se não for dominado. Se você permitir que o corpo ou a sensibilidade assumam o comando dos seus atos, então você não estará em pé, e não estará preparado para amar como é preciso. Agora você está entendendo melhor porque não é fácil amar; e porque o amor ainda não comanda a vida na terra. Para amar é preciso possuir´se; e para possuir´se é preciso exercitar o amor. Por isso o namoro é uma bela escola de amor. Se você quiser ser uma pessoa de pé, faça´se sempre esta pergunta: o que me fez agir assim, ou decidir assim, ou reagir daquela forma ? Foram as exigências do seu corpo que falaram mais alto? Foi a sensibilidade que gritou mais alto e venceu? Foi o espírito, guiado pela inteligência, que predominou? É claro que por nossas próprias forças não poderemos caminhar de pé. Jesus avisou que “o espírito é forte, mas a carne é fraca”. Portanto, você precisa da força de Deus para suportar a sua natureza enfraquecida pelo pecado original. Você pode caminhar de pé, com a graça de Deus, pois o grande Santo Agostinho experimentou na sua vida que “o que é impossível à natureza é possível à graça”. Não desanime e não se desespere, o Senhor o aguarda para ajudá´lo com a Sua força. Vá a Ele. Tenha a coragem de olhar´se de frente e aceitar a sua realidade atual. Em seguida peça ao Senhor que lhe dê a Sua graça para que você possa ser um rapaz ou uma moça “em pé”, apto para amar de verdade.

DO LIVRO ´NAMORO´ do Prof. Felipe Aquino

 
 

Bento XVI aos universitários

Discurso de Bento XVI aos universitários

CIDADE DO VATICANO, domingo, 9 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o discurso que Bento XVI dirigiu aos participantes no primeiro encontro europeu de estudantes universitários, na Sala das Bênçãos, no Vaticano, dia 11 de julho. A tradução ao português foi difundida recentemente pela Santa Sé.

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Senhor Cardeal
Venerados Irmãos
no Episcopado e no Sacerdócio
Prezados irmãos e irmãs

Obrigado de coração por esta visita, que tem lugar no dia da festa de São Bento, Padroeiro da Europa, por ocasião do primeiro Encontro europeu de estudantes universitários, promovido pela Comissão Catequese-Escola-Universidade do Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE). A cada um de vós aqui presentes, dirijo as minhas mais cordiais boas-vindas. Saúdo em primeiro lugar o Bispo D. Marek Jedraszewski, Vice-Presidente da Comissão, e agradeço-lhe as palavras que me dirigiu em vosso nome. Saúdo de modo especial o Cardeal Vigário Agostino Vallini e manifesto-lhe toda a minha gratidão pelo precioso serviço que a pastoral universitária de Roma presta à Igreja que está na Europa. E não posso deixar de elogiar Mons. Lorenzo Leuzzi, incansável animador do Ofício diocesano. Além disso, saúdo com profundo reconhecimento o Prof. Renato Lauro, Magnífico Reitor da Universidade de Roma Tor Vergata. E dirijo o meu pensamento sobretudo a vós, queridos jovens: bem-vindos à casa de Pedro! Vós pertenceis a trinta e uma nações, e estais a preparar-vos para assumir importantes funções e tarefas na Europa do terceiro milénio. Estai sempre conscientes das vossas potencialidades e, ao mesmo tempo, também das vossas responsabilidades.

O que a Igreja espera de vós? É o mesmo tema sobre o qual estais a reflectir, que sugere a resposta oportuna: "Novos discípulos de Emaús. Como cristãos na universidade". Depois do encontro europeu de professores, realizado há dois anos, também vós estudantes vos encontrais agora para oferecer às Conferências Episcopais da Europa a vossa disponibilidade para continuar o caminho de elaboração cultural que São Bento intuiu como necessário para a maturação humana e cristã dos povos da Europa. Isto pode verificar-se se vós, como os discípulos de Emaús, vos encontrardes com o Senhor ressuscitado na experiência eclesial concreta, e de modo particular na celebração eucarística. "Com efeito, em cada Missa — pude recordar aos vossos coetâneos há um ano, durante a Jornada Mundial da Juventude em Sydney— o Espírito Santo desce novamente, invocado na solene oração da Igreja, não apenas para transformar os nossos dons do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor, mas também para transformar as nossas vidas, para fazer de nós, com a sua força, um único corpo e um só espírito em Cristo" (Homilia na missa de conclusão, 20 de julho de 2008). Por conseguinte, o vosso compromisso missionário no âmbito universitário consiste em dar testemunho do encontro pessoal que tivestes com Jesus Cristo, Verdade que ilumina o caminho de cada homem. É do encontro com Ele que brota aquela "novidade do coração", capaz de dar uma orientação nova à existência pessoal; e só assim nos tornamos fermento e levedura de uma sociedade vivificada pelo amor evangélico.

Então, como é fácil compreender, também a acção pastoral universitária deve exprimir-se em todo o seu valor teológico e espiritual, ajudando os jovens a fazer com que a comunhão com Cristo os leve a compreender o mistério mais profundo do homem e da história. E, precisamente por esta sua acção evangelizadora específica, as comunidades eclesiais comprometidas nesta acção missionária, como por exemplo as capelanias universitárias, podem ser o lugar da formação de crentes maduros, homens e mulheres conscientes de que são amados por Deus e chamados, em Cristo, a tornar-se animadores da pastoral universitária. Na universidade, a presença cristã faz-se cada vez mais exigente e, ao mesmo tempo, fascinante, porque a fé é chamada, como nos séculos passados, a oferecer o seu serviço insubstituível ao conhecimento que, na sociedade contemporânea, é o verdadeiro motor do desenvolvimento. Do conhecimento, enriquecido com a contribuição da fé, depende a capacidade de um povo de saber olhar para o futuro com esperança, vencendo as tentações de uma visão puramente materialista da nossa essência e da história.

Queridos jovens, vós sois o futuro da Europa. Imersos nestes anos de estudo no mundo do conhecimento, sois chamados a investir os vossos melhores recursos, não apenas intelectuais, para consolidar as vossas personalidades e contribuir para o bem comum. Trabalhar pelo desenvolvimento do conhecimento é a vocação específica da universidade, e exige qualidades morais e espirituais cada vez mais elevadas, diante da vastidão e da complexidade do saber que a humanidade tem à sua disposição. A nova síntese cultural, que nesta época está a ser elaborada na Europa e no mundo globalizado, tem necessidade da contribuição de intelectuais capazes de repropor nas aulas académicas o discurso sobre Deus, ou melhor, de fazer renascer aquele desejo do homem de se pôr à procura de Deus — quaerere Deum — ao qual me referi noutras ocasiões.

Enquanto agradeço a quantos trabalham no campo da pastoral universitária, sob a orientação dos organismos do Conselho das Conferências Episcopais Europeias, formulo votos a fim de que continuem o caminho profícuo começado há alguns anos e pelo qual manifesto o meu mais profundo apreço e encorajamento. Estou persuadido de que o vosso encontro destes dias em Roma poderá indicar ulteriores etapas a percorrer, em vista de um projecto orgânico, que favoreça o envolvimento e a comunhão entre as diversas experiências já activas em muitos países. Vós, prezados jovens, contribuís juntamente com os vossos professores, para criar laboratórios da fé e da cultura, compartilhando o cansaço do estudo e da pesquisa com todos os amigos que encontrais na universidade. Amai as vossas universidades, que são palestras de virtude e de serviço. A Igreja na Europa confia muito no compromisso apostólico generoso de todos vós, consciente dos desafios e das dificuldades, mas inclusive das numerosas potencialidades da acção pastoral no âmbito universitário. Quanto a mim, asseguro-vos o sustento da oração e sei que por minha vez posso contar com o vosso entusiasmo, com o vosso testemunho, sobretudo com a vossa amizade, que hoje me manifestastes e que vos agradeço de coração.

São Bento, Padroeiro da Europa e meu Padroeiro pessoal no Pontificado, e sobretudo a Virgem Maria, por vós invocada como Sedes Sapientiae, vos acompanhem e guiem os vossos passos. A todos, a minha Bênção.

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana

Data da publicação: 09/08/2009

 
 

O que é namorar?

O que é namorar?


O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas. Hoje a liberdade é enorme quando se fala desse assunto, o que, aliás, torna´se ocasião para muitos desvirtuamentos em termos de namoro. Coisas que para a geração anterior era impensável, hoje tornou´se comum entre os jovens; por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, etc. Se por um lado esta liberação pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e precipite a vida sexual.

Lamentavelmente tornou´se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nesta fase. O namoro, como já mostramos, é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até a morte, e é o tempo de crescimento a dois. Tudo isto será vivido através de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um vai se revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores, e assim, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento. O namoro é acima de tudo o encontro de duas pessoas, capazes de pensar, refletir, cantar, sonhar, sorrir e chorar. O mar é belo e imenso, mas não sabe disso; a terra é bela e rica, mas não sabe disso; o pássaro é belo e não sabe disso. Você é bela, inteligente, livre, dotada de vontade e de consciência; e você sabe disso. Você não é um objeto; é uma pessoa, Um ser espiritual e psíquico. O namoro implica no reconhecimento da “pessoa” do outro, a sua aceitação e a comunicação com ela. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objeto. O objeto é frio, a pessoa é um “mistério” ; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a idéia que fazemos dela pelas aparências. Você só poderá conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a você. No objeto vale a quantidade, o peso, o tamanho; a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objeto é um problema a ser resolvido, a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido. Saiba que você está diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros... Alguém já disse que cada pessoa é “uma palavra de Deus que não se repete”. Não fomos feitos numa fôrma. No namoro você terá que respeitar essa “individualidade” do outro, para não sufocá´lo. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Você não pode querer que a sua namorada seja igual àquela moça que você conhece e admira; o seu namorado não tem que ser igual ao seu pai... Cada um é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.

É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido corretamente. Ele leva você a abrir´se ao outro. A partir daí você deixa de ser criança e começa a tornar´se adulto; porque já não olha só para si mesmo. O namoro é esse tempo bonito de inter´comunicação entre duas almas. Mas toda revelação implica num comprometimento de ambos e num engajamento de vidas. “Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas”, disse o Pequeno Príncipe. Você se torna responsável por aquele que se revela a você do mais íntimo do seu ser. Cuidado, portanto, para não “coisificar” a sua namorada. Às vezes essa coisificação do outro se torna até meio inconsciente hoje. Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe a noiva de usar batom, ou a proíbe de cortar os cabelos. O marido “coisifica” a esposa quando a obriga a ter uma relação sexual com ele, quando não a permite participar das “suas” decisões financeiras; quando proíbe que ela possa ter alguma atividade na Igreja, etc. O namorado “coisifica” a namorada quando faz chantagens emocionais com ela para conseguir o que quer. A namorada “coisifica” o namorado quando o sufoca fazendo´o ficar o tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer outros programas com os amigos. O pai coisifica o filho quando o submete a si como se fosse um escravo... Não faça do outro um objeto, e não deixe que o relacionamento de vocês se torne numa “dominação do outro”, mas um “encontro” entre ambos. Nem Deus tira a nossa liberdade; Ele a respeita, pois sem isto seríamos marionetes, robôs, e não pessoas. Ainda que o homem se ponha contra Ele – como acontece tanto! – ainda assim Ele o ama, e nunca trata´o como um objeto. Coisificamos o outro quando o usamos; isto é triste. O namoro é o tempo da “descoberta”, do outro. E isso se faz pelo diálogo, que é o alimento do amor. Há muitos desencontros porque falta o diálogo.

Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal ´ seja de namorados ou cônjuges – aprende a se conhecer, ajudam´se mutuamente a corrigir as suas falhas, vencem as dificuldades, cultivam o amor, se aperfeiçoam e se unem cada vez mais. Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Sem diálogo o casal não cresce, e o namoro não evolui, porque cada um fica trancado e isolado com os seus próprios problemas. Sem ele o casal pode cair na “crise do silêncio”, ou apenas trocar palavras vazias, ou ainda, o que é pior, discutir e brigar. Por falta do diálogo, muitas vezes, cada um leva a “sua” vida e ignora o outro; ora, isto não é vida a dois, nem preparação para o casamento. São muitas as dificuldades para o diálogo, mas há também muitos pontos que o favorecem. Vamos examiná´los. Muitos não conseguem dialogar porque não estavam habituados a isto antes do namoro. Pode ser que tenha vindo de uma família que não tinha esse hábito. Neste caso, será preciso ter a intenção de dialogar, romper o mutismo e abrir´se. Também o orgulho, o medo de reconhecer os próprios erros, o não querer “dar o braço a torcer”, a vaidade de querer sempre ter razão, bloqueiam o diálogo. A falta de tempo, o trabalho em demasia, a televisão, o jornal, a revista, a internet, podem prejudicar o diálogo; se não forem dosados... Há também os condicionamentos de infância; às vezes a autoridade excessiva dos pais, a falta de liberdade para expressar as próprias idéias e opiniões; a super proteção que sufocou o espírito de iniciativa; a falta de participação nas soluções dos problemas familiares; tudo isto dificulta o diálogo. Portanto, será preciso esforço, vontade de vencer´se e acertar. Para haver diálogo você precisa aprender a ouvir o outro; ter paciência para entender o que ele quer dizer, e, só depois, concordar ou discordar. Seja paciente, não corte a palavra do outro antes dele completá´la. Lembre´se, diálogo não é discussão. É preferível “perder” uma discussão do que dominar o outro. Dialogar é acolher o outro com o coração disponível. É aprender a “olhar” o outro, conhecer sua vida profissional, familiar, seus gostos, suas aspirações, dificuldades, lutas... com respeito e atenção. Deixe que o outro tenha “entrada franca” no coração. Não ponha “cães de guarda” nas portas do seu palácio interior pois o outro pode ficar com medo de entrar. Quem são esses cães? O seu orgulho refinado, sutil, mas que esnoba e subjuga o outro... O seu egoísmo que chama tudo sempre para você. A inveja do sucesso do outro, que o impede de crescer. A sua ironia que faz pouco caso do que ele está dizendo... A sua estupidez e grosseria que magoam o outro... São esses – e muitos outros – os “cães de guarda” que pomos à porta do coração. Às vezes ela ou ele vai embora dizendo: “Não tive coragem de entrar... tive medo que ele risse de mim... que não me compreendesse... tive medo de ser ridícula”. Não deixe que ele fique te esperando tanto até desanimar. Para que você possa acolher o outro é preciso despojar´se de si mesmo, estar disponível. É preciso que você aceite criar este vazio no seu interior para que o outro possa ocupá´lo. É preciso fazer silêncio em você, para poder ouvir e entender a voz do outro. Só assim você será atencioso com ela; e então o diálogo acontecerá. Saiba sorrir para o outro; não custa nada e ilumina tanto!... Saiba fazer silêncio.... As palavras são os veículos da alma que se exprime, desabafa e se acalma. Aprenda a escutar o seu namorado atenciosamente; preste´lhe esta homenagem. Saiba falar mais daquilo que lhe interessa, do que aquilo que interessa a você.

Não fique pensando em você enquanto o outro fala, pense nele. Há um escrito que diz assim: As cinco palavras mais importantes são: “Estou muito satisfeito com você” As quatro palavras mais importantes: “Qual a sua opinião?” As três palavras mais importantes: “Faça o favor”. As duas palavras mais importantes: “Muito obrigado” A palavra menos importante: ´EU´! Enquanto você estiver dominado pela vontade de falar de si mesmo, é porque ainda não está apto a acolher o outro. Entretanto, não arranque o outro do seu silêncio à força; respeito´o, e aos poucos, ajude´o a falar. Não devasse a sua intimidade. Você está vendo que o namoro é como uma escola, um educandário do amor; por isso é belo e rico. Vá interrogando´o com suavidade sobre a sua vida, as suas preocupações, o seu passado, a sua família, a escola, etc. ... Deixe´o dizer tudo o que ele quiser, e não fique com aquele olhar distante, longe, nas nuvens... O diálogo exige gratuidade. Se você estiver nervoso, preocupado, irritado e de mau humor, então, pegue tudo isto e entregue a Deus, na fé, para estar disponível. O mau humor, a lamúria, a constante reclamação, são venenos mortais para o diálogo e o relacionamento. Sorria, ainda que o seu coração esteja chorando, por amor; isto não é fingimento. Saiba caminhar em direção ao outro, estenda´lhe a mão para ajudá´lo a entrar em você. Se ele vier a você cheio de problemas e angústias, não tenha pressa em querer dar´lhe a solução mágica para as suas dores. Não, apenas deixe que ele se esvazie; deixe´o falar; só depois, quando ele tiver “posto tudo para fora”, só então, você lhe dirá uma palavra amiga, e de conforto. Quando o médico vai tratar um tumor, primeiro deixa´o vazar completamente, tira todo o material infeccioso, só depois coloca o remédio. Assim também ocorre com as “infecções da alma”; primeiro é preciso esvaziá´la, para depois curá´las. A grande necessidade das pessoas hoje é ter alguém que as ouça com tempo e disponibilidade.

Não será o namoro uma bela oportunidade também para isso? Se você quiser que o seu namorado abra´lhe a alma, e se revele do fundo do seu ser, então saiba ser receptiva, silenciosa, discreta...Então você ouvirá muitas confidências, e ele irá embora aliviado e crescido. A experiência tem me mostrado que a maioria das pessoas que nos procuram para resolver os seus problemas, mais do que conselhos, querem desabafar uma angústia que está no coração. E quando você se dispõe a ouvi´las com atenção e carinho, elas vão se acalmando e encontrando o remédio que precisam, sem que às vezes a gente não diga nada. É a necessidade da alma humana de desabafar. Portanto, saiba que o que o outro mais precisa no diálogo é da sua atenção esmerada. Não seja aéreo enquanto o outro fala, esqueça de você mesmo neste instante. Dialogar não é discutir. Na discussão gasta´se muita energia, irrita´se e chega´se ao nervosismo que não leva a nada, ao contrário, só destrói o relacionamento. O diálogo conduz ao amor; a discussão leva à briga. Eis a diferença. Na discussão cada um ´ cheio de si mesmo ´ se acha o dono da verdade e da razão, e não abre mão disso. É o orgulho que impera. No diálogo ambos procuram a verdade juntos, não se acham cheios de razão, e não se preocupam com quem ela está. Na discussão são pessoas que se exibem querendo vencer a outra; no diálogo, são argumentos e idéias que são apresentadas. A discussão é uma luta entre dois egos orgulhosos; o diálogo é o encontro de duas almas queridas. Entendeu a diferença? Na discussão um quer arrasar os argumentos e idéias do outro, e desmoralizar os seus raciocínios, já no diálogo cada um se esforça para compreender os argumentos e idéias do outro, ao invés de atacá´los apressadamente. Quando você discute, já dá a resposta antes mesmo que o outro termine de falar o que queria expor; no diálogo, você quer que ele repita o que disse para que você possa entendê´lo melhor. Há um sabor mórbido em arrasar o outro numa discussão.

É próprio dos adversários quando se encontram; não de namorados que se amam e querem construir´se mutuamente. O que você pode lucrar em “dobrar” o outro numa discussão. Nada, a não ser um pouco mais de orgulho e de arrogância! Além disso você deixa o outro ferido e magoado, mais longe de você... talvez até com mágoa e ressentimento, e com ódio no coração. A discussão termina com um vencido e um vencedor, como se fosse uma guerra. Será que isto deve acontecer entre duas pessoas que se amam? O diálogo autêntico e necessário no namoro, não admite portanto, palavras, expressões ou gestos que humilhem o outro, ou que demonstrem pouco caso, cinismo, soberba, arrogância, prepotência... “Você tem um raciocínio de criança imatura!” “Sua argumentação está toda vazia e furada!” “Você parece louca, no mundo da lua!” “Acho que você está precisando de um psiquiatra!” “Será que você não vai crescer nunca?” “Até quando você vai continuar com este seu jeito de bebê chorão?” Expressões desse tipo ferem e magoam; e exigem que se peça perdão. Ao contrário são expressões do tipo: “Você fez algo importante!” “Sua opinião é muito importante!” “Esta palavra que você disse, me fez feliz”. “A minha vida é melhor porque você está a meu lado...” E tudo isso pode e deve ser dito sem fingimento ou bajulação, sem a preocupação de entrar numa arena de disputa, mas num coração para amar. Enfim, na discussão você está diante de um adversário a ser vencido; no diálogo, você está diante de uma pessoa a ser construída pelo amor. No entanto, se a conversa se transformar numa discussão, há uma saída nobre: deixe que o outro “vença” para que ela acabe o mais rápido possível. Perder nesta “guerra” será uma vitória do amor. No diálogo, deve´se começar sempre observando o lado positivo das coisas e dos acontecimentos, e não se deixar derrotar pelo pessimismo que só vê o lado negativo. Lembre´se que tanto o pessimismo quanto o otimismo contagiam facilmente as pessoas, com a diferença que o otimismo eleva os ânimos. Outra coisa importante no diálogo, é que você se expresse numa linguagem que o outro o entenda, sobre um assunto que compreenda.

DO Livro: NAMORO do Prof. Felipe de Aquino

 
 

Namoro e Sexo

Namoro e Sexo


Por que o namoro não é o tempo de viver a vida sexual? Qual o sentido do sexo ? O sexo tem duas dimensões, finalidades: unitiva e procriativa. Deus fez do casal humano “a nascente da vida”, disse o Papa Paulo VI; e assim deu ao homem a missão de gerar e educar os filhos. Nenhuma outra é mais nobre do que esta. Se é belo construir casas, carros, aviões ..., mais belo ainda é gerar é educar um ser humano, imagem e semelhança de Deus. Nada se compara à missão de ser pai e mãe. Um dia os computadores vão deixar de calcular, os carros de rodar, os aviões de voar... mas jamais o ser humano acabará, pois tem uma alma imortal. Na aurora da humanidade Deus disse ao casal: “multiplicai´vos”. “A dualidade dos sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus”, disse certa vez o Papa Paulo VI. É através da atividade sexual que o casal se multiplica e se une profundamente; isto é um desígnio de Deus. O ato sexual é o ato “fundante” da geração do filho, porque é por ele que a doação amorosa do casal acontece.

É por isso que a Igreja não aceita outra maneira de gerar a vida humana. Por outro lado, a relação sexual une o casal mais fortemente. Há muitas maneiras de se manifestar o amor: um gesto atencioso, uma palavra carinhosa, um presente, uma flor, um telefonema..., mas a mais forte manifestação de amor entre o casal, é o ato sexual. Ali cada um não apenas dá presentes ao outro, nem só palavras, mas se dá ao outro fisicamente e espiritualmente. Ora, você só pode entregar a sua intimidade profunda a alguém que o ama e que tem um compromisso de vida com você. Qual é a diferença entre o sexo no casamento, realizado com amor e por amor, e a prostituição? É o amor. Se você tirar o amor, o sexo se transforma em prostituição, comércio. Já chegaram até ao absurdo de querer legalizar a “profissão” de prostituta. Aquele que tem uma relação sexual com a prostituta está preocupado apenas com o prazer, e não tem qualquer compromisso com ela. Acabada a relação, paga e vai embora. Não importa se amanhã esta mulher está grávida, doente, ou passando fome, não lhe interessa, ele pagou pelo “serviço”. Veja, isto é sexo sem amor, sem compromisso de vida, sem uma aliança. É o desvirtuamento do sexo, a prostituição. No plano de Deus o sexo é diferente, é manifestação do amor conjugal; é uma verdadeira liturgia desse amor, cujo fruto será o filho do casal.

Na fusão dos corpos se celebra profundamente o amor de um pelo outro: a compreensão recíproca, a paciência exercida, o perdão dado, o diálogo mantido, as lágrimas derramadas... é a festa do amor conjugal. Por isso é o ato fundante da vida. O ato sexual vai muito além de um mero ato físico; a união dos corpos sinaliza a união dos corações e dos espíritos pelo amor. Não deveriam se unir fisicamente aqueles casais que não tivessem os corações unidos. É por causa disto que há tanto desastre na vida sexual de certos casais; unem os corpos sem unir as almas. Nesta “festa” do amor conjugal, o casal se une fortemente, e no ápice do seu prazer, Deus quis que o filho fosse gerado. Assim, ele não é apenas carne e sangue dos seus pais, mas amor do seu amor. É por isso que a Igreja ensina que o ato sexual, para não ser desvirtuado, deve sempre estar aberto à geração da vida, sem que isto seja impedido por meios artificiais. Ora, se o ato sexual gera a vida de um novo ser humano, ele precisa ser acolhido em um lar pelos seus pais. É um direito da criança que vem a este mundo. Nem o namoro, nem o noivado oferece ainda uma família sólida e estável para o filho. Não existe ainda um compromisso “ até que a morte os separe”. É por isso que o sexo não deve ser vivido no namoro e no noivado. Ao contrário do que acontece hoje comumente, a última entrega ao outro deveria ser a do próprio corpo, só depois que os corações e as vidas estivessem unidas e compromissadas por uma “aliança” definitiva. Se você apanhar e comer uma maçã ainda verde, ela vai fazer mal a você, e se estragará. Se você viver a vida sexual antes do casamento, você só terá problemas e não alegrias.

O sexo é belo e puro quando vivido segundo a lei de Deus; todos nós viemos ao mundo por ele. Se ele fosse sujo, a criança recém nascida não seria tão bela e inocente. O que deturpa o sexo é o seu uso antes ou fora do casamento. O livro do Gênesis assegura que ao criar todas as coisas Deus “viu que tudo era bom” (Gen. 1,25). Portanto, tudo o que Deus fez é belo, também o sexo. O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso usar a faca para tirar a vida de alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela. Da mesma forma o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento. São Paulo há dois mil anos já ensinava aos Coríntios: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1 Cor 7,4). O Apóstolo não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, e nem que o corpo da noiva pertence ao noivo. A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe um “comprometimento” de vida conjugal, vida a dois, onde cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro para sempre. Cada um é “responsável pelo outro” até a morte, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida.

Sem este “compromisso de vida” o ato sexual não tem sentido, e se torna vazio e perigoso. As conseqüências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, ou criados pelos avós, ou em orfanatos. Muitos desses se tornam os “trombadinhas” e delinqüentes que cada vez mais enchem as nossas ruas, buscando nas drogas e no crime a compensação de suas dores. Quantos abortos são cometidos porque busca´se apenas egoisticamente o prazer do sexo, e depois elimina´se o fruto, a criança! Só no Brasil são 4 milhões por ano. Quatro milhões de crianças assassinadas pelos próprios pais! As doenças venéreas são outro flagelo do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, blenorragia, cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. Por causa dessa desvalorização da vida sexual, e da sua vivência de modo irresponsável e sem compromisso, assistimos hoje esse triste espetáculo de milhões de meninas adolescentes de 12 a 15 anos, grávidas.

A nossa sociedade é perversa e irresponsável. Incita o jovem a viver o sexo de maneira precoce e sem compromissos, e depois fica apavorada com a tristeza das meninas grávidas. Isto é fruto da destruição da família, do chamado “amor livre”, e do comércio vergonhoso que se faz do sexo através da televisão, dos filmes eróticos, das revistas pornográficas e, agora, até através do telefone e da internet. Como não acontecer que milhões de jovens – quase meninas – fiquem grávidas? Quando se põe fogo na palha seca, é claro que ela queima ... E o que serão dessas crianças criadas por essas meninas, sem o pai ao lado, sem uma família que a acolha amanhã? Muitos jovens viciados no “crack” e nas drogas, assaltantes e ladrões, estão nesta vida porque faltaram´lhes os pais, faltou uma família. Veja jovem, quanta tristeza causa o sexo fora e antes do casamento. Quantos lares foram também destruídos por causa dos adultérios! Quantos filhos abandonados e carentes porque os pais viveram aventuras sexuais fora do casamento e se separaram! Não há hoje como negar que o triste espetáculo dos jovens carentes, abandonados, drogados, metidos na violência, no álcool e no crime, é fruto da destruição familiar, que acontece porque viveu´se o sexo fora do casamento. Quantos rapazes engravidaram a namorada, e tiveram de mudar totalmente o rumo de suas vidas! Às vezes são obrigados a deixar os estudos para trabalhar; vão morar na casa dos pais ... sem poderem constituir uma família como convém. Se você quiser formar uma família bem constituída, que lhe dê alegria e realização, então, “não passe o carro na frente dos bois”. A sua futura família começa a ser bem edificada no seu namoro, não vivendo nele a vida sexual para não estragar os seus alicerces. É preciso dizer aqui que a parte que mais sofre com a vida sexual fora de lugar, é a mulher. A jovem, na sua psicologia feminina, não esquece os menores detalhes da sua vida amorosa. Ela guarda a data do primeiro encontro, o primeiro presente, etc...; será que ela vai esquecer a primeira relação sexual? É claro que não! Esta primeira relação deve acontecer num ambiente preparado, na lua de mel, onde a segurança do casamento a sustenta.

A vida sexual de um casal não pode ser começada de qualquer jeito, às vezes dentro de um carro numa rua escura, ou mesmo num motel, que é um antro de prostituição. Além do mais, quando o namoro termina, as marcas que o sexo deixou ficam no corpo da mulher para sempre. Para o rapaz tudo é mais fácil. Então, como é que você quer exigir da sua namorada o seu corpo, se você não têm um compromisso de vida assumido com ela, para sempre. Não é justo e nem lícito exigir o corpo de uma mulher antes de colocar uma aliança ´–prova de amor e de fidelidade – na sua mão esquerda. O namoro é o tempo de conhecer o coração do outro, e não o seu corpo; é o momento de explorar a sua alma, e não o seu físico. Para tudo tem a hora certa, onde as coisas acontecem com equilíbrio e com as bênçãos de Deus. Espere a hora do casamento, e então você poderá viver a vida sexual por muitos anos e com a consciência em paz, certo de que você não vai complicar a sua vida, a da sua namorada, e nem mesmo a da criança inocente.

A melhor proposta para o namoro é uma vida de castidade, que é a melhor preparação para o casamento. Sem dúvida, um casal de namorados que souber aguardar a hora do casamento para viver a vida sexual, é um casal que exercitou o autocontrole das paixões e saberá ser fiel um ao outro na vida conjugal. Também os noivos não estão aptos ainda para a vida sexual. O Catecismo da Igreja diz que : “Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus” (§ 2350). E ensina que a vida sexual é legítima e adequada aos esposos. “Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido”. (CIC, 2362; GS, 49). Caro jovem, eu sei que esta proposta não é fácil, pois eu também passei por ela na minha juventude; mas eu quero dizer´lhe que é muito bela. Eu sei que o mundo lhe diz exatamente o contrário, pois ele não quer “entrar pela porta estreita” (Mt 7,14), mas que conduz à vida. Peço que você faça esta experiência: veja quais são as famílias bem constituídas, veja quais são os casamentos que estão estáveis, e verifique sob que bases eles foram construídos. Você verá que nasceram de casais de namorados que se respeitaram e não brincaram com a vida do outro.

Para você meditar: FILHO DE REI

Senhor, Não há esbanjamento na criação? Os frutos não compensam o desperdício das sementes. As fontes espalham excessos de água. O sol derrama dilúvios de luz. Que a tua magnanimidade Me ensine a grandeza de alma! Que a tua magnificência Me livre de ser pequenino! Que, vendo´te pródigo, generoso e bom, Eu dê sem contar, Sem medir, Como Filho de Rei, Como filho de Deus!

ESCOLHA

Usa com sabedoria teu poder de escolha. Escolhe amar ....... em vez de odiar. Escolhe rir ........ em vez de chorar. Escolhe criar ....... em vez de destruir. Escolhe perseverar ..... em vez de desistir. Escolhe louvar ....... em vez de difamar. Escolhe esconder ..... em vez de aparecer Escolhe elogiar ...... em vez de criticar. Escolhe aprender ...... em vez de ensinar. Escolhe curar ...... em vez de ferir. Escolhe dar ...... em vez de receber. Escolhe perdoar ....... em vez de condenar. Escolhe agir ....... em vez de desistir. Escolhe sofrer ......... em vez de brigar. Escolhe crescer ......... em vez de apodrecer. Escolhe calar ........ em vez de impor. Escolhe abençoar.... em vez de amaldiçoar Escolhe orar .......... em vez de desesperar. Escolhe morrer ....... em vez de matar. Escolhe crer .......... em vez de duvidar. Escolhe perder... ao invés de roubar. Escolhe chorar... em vez de ferir.

DO Livro: NAMORO do Prof. Felipe de Aquino

 
 

O que é amar?

O que é amar?


O namoro é um aprendizado do amor. Fomos criados para viver o amor. Sem ele o homem e a mulher não podem ser felizes. Mas, afinal, o que é amar? O que leva muitos casamentos ao fracasso é a noção falsa que se tem do amor hoje. Há no ar uma ´caricatura´ do amor. Se eu lhe der uma nota de cem reais falsa, você não aceitará, pois ela não vale nada, e você ainda poderia ser incriminado por causa dela. Se você construir uma casa usando cimento falsificado, cuidado por que ela poderá desabar sobre a sua cabeça. Se você levar para o casamento um amor falso, ele certamente desabará, pois o ´cimento´ da união é o amor.

Para mostrar bem claro o que é amar, vamos iniciar mostrando o que não é amar. Amor não egoísmo; isto é, preferência por mim, mas pelo outro. Se você come uma fruta com gosto, não pode dizer que a ama. Se você treme de paixão diante de uma menina, e lhe diz : ´eu te amo´, esteja certo de que você está mentindo, pois esta tremedeira é sinal de que você quer saciar o seu ego desejoso de prazer. Isto não é amor, é paixão carnal, é egoísmo. Se você está encantada com a beleza dele e se desdobra em declarar o seu amor por ele, saiba que isto também não é ainda amor, pois amor não é pura emoção ou sentimento. Amar é muito mais do que isso, pois não é satisfazer a si mesmo, mas ao outro.

Quando você disser a alguém ´eu te amo´, esteja certo de que você não quer a sua própria satisfação ou felicidade, mas a do outro. Cuidado com as ´caricaturas´ do amor porque são falsas, e não podem fazer a felicidade do casal. Todo jovem tem sede de amar, mas muitas vezes o seu amor é mascarado e se apresenta falso e perigoso. Amar não é apoderar´se do outro para satisfazer´se; é o contrário, é dar´se ao outro para completá´lo. E para isto é preciso que você se renuncie, se esqueça. Você corre o risco de, insatisfeito, querer apaixonadamente agarrar aquilo que lhe falta; e isto não é amar.

Assim o amor morre nas suas mãos. Você só começará a compreender o que é amar, quando a sua vontade de fazer o bem ao outro for maior do que a sua necessidade de tomá´lo só para si, para satisfazer´se. São precisos oito anos para formar um médico, dez anos para se defender uma tese de doutorado. Para amar de verdade, será preciso uma longa preparação, porque somos egoístas. Sabemos, que a pressa é inimiga da perfeição. Há um provérbio chinês que ensina que tudo aquilo que quisermos construir sem contar com o tempo, ele mesmo se incumbe de destruir. Se você pintar uma parede que ainda está molhada, vai perder o serviço e a tinta.

Se você tirar a comida do fogo antes de cozinhá´la, você vai comê´la ainda crua. Se você não aprender de verdade a amar, poderá construir um lar oscilante e de paredes frágeis, que poderão não suportar o peso do telhado. As paixões sensíveis da adolescência não são o autêntico amor, mas a perturbação de um jovem que encontra diante de si os encantos e a novidade da masculinidade ou da feminilidade. É fácil entender que aqueles que quiserem construir um lar sobre este chão de emoções, estarão construindo uma casa sobre a areia. Muitos casamentos desabaram porque foram realizados ´às cegas´, sem preparação para que houvesse harmonia, sem o aprendizado do amor. Amar é dar´se, ensina´nos Michel Quoist.

É dar a si mesmo ao outro para completá´lo e construí´lo. Mas para que você possa verdadeiramente dar´se a alguém, você precisa primeiro ´possuir´se´. Ninguém pode dar o que não possui. Se você não se possui, se não tem o domínio de si mesmo, como, então, você quer dar´se a alguém? Como você quer amar? A aspiração mais profunda do homem é amar, é a sua ´razão de ser´ ; mas há muitos mal´entendidos sobre o amor.

O amor é hoje uma palavra tão mal usada, tão gasta, que é preciso ser redefinida para ser autêntica. O maior engano que existe hoje sobre o amor, é que, na maioria das vezes, quando alguém fala que está amando, na verdade está amando a si mesmo. Isto não é amor; é egoísmo. Há muitas ´miragens´ do amor. Se o seu coração bate acelerado diante de alguém que o atrai, isto é sensibilidade, não chame ainda de amor. Se você perdeu o ontrole e se entregou a ele, isto é fraqueza, não chame isto ainda de amor. Se você está encantada com a cultura dele, fascinada pela sua bela carreira, e já não consegue mais ficar sem a conversa dele, isto é admiração, ainda não é amor.

Mesmo que você esteja até às lágrimas, diante de um fato chocante, isto é mais sensibilidade do que amor. Amar não é ´ser fisgado´ por alguém, ´possuir´ alguém, ou ter afeição sensível por ele, ou mesmo render´se a alguém. Amar é, livre e conscientemente, dar´se a alguém para completá´lo e construí´lo. E isto é mais do que um impulso sensível do coração; é uma decisão da razão. Por isso, amar é um longo aprendizado, não é uma aventura como a maioria pensa. Não se aprende a amar trocando a cada dia de parceiro, mas aprendendo a respeitar o mesmo, tanto no corpo quanto na alma. Amar é uma decisão. E a decisão não é tomada apenas com o coração, empurrado pela sensibilidade.

A decisão é tomada com a razão. Amar não é um ato intuitivo, mecânico, é uma decisão livre e consciente. É um ato da vontade, do querer. Para amar é preciso aceitar ´perder´se´, esquecer´se, não voltar a si mesmo. É claro que a sensibilidade ajuda você sair de si mesmo, mas ela não é suficiente para levá´lo a amar. A admiração pelo outro, a afeição, empurram você para ele, mas isto ainda não é amor. Lembre´se, o amor é como uma via de mão única, que sai de você e vai até o outro.

Esta é a verdadeira avenida do amor. É preciso estar sempre atento para não andar na contramão nesta avenida. Isto ocorre quando você está pensando só em você mesmo, se apossando das coisas ou da pessoa do outro, para satisfazer´se. São João Bosco, o grande educador dos jovens, ensinava´lhes que ´Deus nos colocou neste mundo para os outros´. É o sentido da vida. É o amor! Não existe outra maneira de ser verdadeiramente feliz. A felicidade verdadeira se constrói quando fazemos o outro feliz; quando amamos. Ela é o prêmio da virtude. E a virtude que gera o verdadeiro amor é a renúncia a si mesmo.

Quando você agarra um objeto ou uma pessoa só para você, o amor morre em suas mãos; pois o apego é o oposto do amor. Você precisa ter a coragem de examinar a autenticidade do seu amor. Quando quisermos saber se estamos amando de fato, façamos então estas perguntas a nós mesmos: estou me renunciando? Estou esquecendo´me? Estou dando´me? Se a resposta for afirmativa, esteja certo da presença do amor em sua vida. Muito mais do que dar coisas, presentes, abraços, beijos, amar é dar de si mesmo, integralmente, desinteressadamente. Você precisa desenvolver bem os seus talentos exatamente para que possa dá´los aos outros e servi´los melhor. Quando amamos de verdade, nos tornamos livres de fato, pois o amor nos liberta de nós mesmos e das coisas que nos amarram. O seu egoísmo é o seu tirano! É claro que amar não é fácil.

É fácil viver as caricaturas do amor, mas o autêntico amor é exigente. A autenticidade do amor se verifica pela cruz. Todo amor verdadeiro traz o sinal do sacrifício. E é através desse sinal que você identifica o verdadeiro amor e o falso. Não há amor sem renúncia. Depois que o pecado entrou em nossa história, amar tornou´se uma ´imolação a si mesmo´, uma verdadeira crucificação própria. Mas os seus frutos são doces.

Não foi isto que Jesus nos ensinou? Ele veio a nós para ensinar o amor. A sua lição foi esta: ´Amai´vos uns aos outros como eu vos amei´ (Jo 15,12). Ele se apresentou como o ´modelo´ do verdadeiro amor. Não apenas Ele mandou amar, mas amar ´como Eu vos amo´. E como Ele nos amou? Até à cruz! Antes de abraçá´la, Ele disse aos discípulos: ´Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos seus amigos´ (Jo 15,12). Esta é a definição divina do amor: ´dar a vida´. Isto não quer dizer que para você amar alguém, terá que morrer na cruz por ele, ou morrer de alguma outra forma. Isto significa que você deva ´dar a sua vida´ pelo outro, até a morte, isto é, o seu tempo, o seu dinheiro, a sua presença, etc. ..., e tudo isto desinteressadamente.

Se houver uma ´segunda intenção´ em nosso amor por alguém, ele deixa imediatamente de ser puro, e morre. A grandeza do amor é a sua gratuidade. No ´hino ao amor´ (1Cor 13), São Paulo ensina que o ´amor não busca o seu próprio interesse´. Este é o verdadeiro amor que sustenta o casamento e a família. O resto é caricatura do amor, miragens falsas e perigosas. Nada mais perigoso do que colocar o amor falsificado na base do casamento, pois ele não sustentará o lar. Todas as grandes obras realizadas neste mundo foram projetos de um amor verdadeiro.

Quando se planta amor, se colhe amor, ensinava São João da Cruz. Muitas vezes você pode ter reclamado de que não recebeu amor, mas será que você semeou amor ali naquele lugar? Se você amar gratuitamente, receberá tudo de volta. Se nos apegarmos ciosamente a nós mesmos e às criaturas, acabaremos perdendo tudo.

O mesmo São João da Cruz ensina a ´dar tudo pelo Tudo´. Quando aceitamos dar tudo, e não reter nada, o próprio Deus se dará a nós. Se você quiser experimentar a verdadeira felicidade, terá então que dar esse passo difícil, de correr o risco, da renúncia no vazio da noite, da caminhada em direção à morte do ego. E tudo isto dará a você a vida. É difícil se desvencilhar dos amores falsos, porque eles são ´lucrativos´ , trazem o prazer momentâneo e a satisfação para o ego, mas tudo isto passa rápido, e acaba deixando gosto de morte. Somos enganados e seduzidos pelos amores falsos exatamente pela recompensa imediata que eles nos oferecem. Mas é preciso que você saiba que as suas recompensas são efêmeras e se dissipam como bolhas de sabão. Quanto mais você souber dar´se mais saberá amar. E quanto mais você amar, mais feliz será. Quando você se dá a alguém, total e gratuitamente, esta pessoa o enriquece, pois o amor faz crescer aquele que ama.

Quando você ama alguém de verdade, descobre os tesouros desta pessoa e se enriquece com os talentos dela. E isto vai até o infinito... Alguém já disse que ´o mundo pode ser salvo pela vitória do amor´. Mas este amor precisa ser autêntico, gratuito e desinteressado, porque o amor falso, as suas miragens (egoísmo, amor´próprio) só geram a tristeza, a decepção, o envelhecimento e o fracasso. Quando você ama de verdade, não só se abre para outro, mas se abre para Deus, pois ´Deus é amor´. ´Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito´ (1Jo 7,12). ´Aquele que não ama não conhece a Deus porque Deus é amor´ (1Jo 4,8). Para que o seu namoro seja rico é preciso basear´se neste amor que é doação de si mesmo para construir o outro. Se não houver amor, não haverá crescimento mútuo, e será tempo perdido. O seu namoro só terá sentido se for um aprendizado do autêntico amor. O amor tem muitas faces: a compreensão, a aceitação do outro, o perdão, a busca da verdade, a paciência, a sinceridade, a fidelidade, a bondade, o perdão, e tudo que faz o outro crescer.

ORAÇÃO DO SÉCULO XX

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa comunicação Onde tantos enviam bombas e destruição, Que eu leve uma palavra de união Onde tantos procuram ser servidos, Que eu leve a alegria de servir ! Onde tantos fecham a mão para bater, Que eu abra meu coração para acolher ! Onde tantos adoram a máquina, Que eu saiba venerar o homem ! Onde tantos endeusam a técnica, Que eu saiba humanizar a pessoa ! Onde a vida perdeu os sentido, Que eu leve o sentido de viver ! Onde tantos me pedem um peixe, Que eu saiba ensinar a pescar ! Onde tantos me pedem um pão, Que eu saiba ensinar a plantar ! Onde tantos estão sempre distantes, Que eu seja alguém sempre presente ! Onde tantos sofrem de solidão que faz morrer, Que eu seja o amigo que faz viver ! Onde tantos morrem na matéria que passa, Que eu viva no espírito que fica ! Onde tantos olham para a terra, Que eu saiba olhar para o céu ! Pe Atílio Hartmann. S. J.

 
 

Famílias e jovens

Futuro da Igreja no Brasil depende em grande parte da consolidação da família e da formação dos jovens - PARTE II

Os Bispos do Regional Nordeste 5 da CNBB estiveram em Roma de 20 a 23 de outubro para a quinquenal visita ´ad Limina´ que abrangeu audiências particulares com o Santo Padre, visitas às Basílicas Patriarcais romanas e encontros de trabalho nos vários Dicastérios da Cúria Romana.

 
Este Regional Nordeste 5, correspondente ao Estado do Maranhão, está formado por uma única Província Eclesiástica: a Arquidiocese de São Luís do Maranhão e 11 Dioceses sufragâneas: Balsas, Coroatá, Pinheiro, Imperatriz, Zé Doca, Grajaú, Caxias do Maranhão, Bacabal, Brejo, Carolina e Viana.
Na manhã do dia 23 de outubro, todos os Prelados deste Regional concelebraram a Eucaristia com o Santo Padre, na sua capela particular do Palácio Apostólico do Vaticano, e em seguida foram recebidos em audiência coletiva.

Nesta ocasião o Arcebispo de São Luís do Maranhão e Presidente do Regional Nordeste 5, D. Paulo Eduardo Andrade Ponte, prestou uma deferente homenagem ao Sumo Pontífice.

Publicamos a seguir o discurso de João Paulo II.

Caros Irmãos no Episcopado

1. Como Bispo de Roma apresento´vos hoje, por ocasião da vossa visita ´ad Limina´ deste ano, as minhas mais cordiais boas´vindas. Em vós, eminentes Pastores da Província Eclesiástica do Maranhão que pertence ao Regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, saúdo todos os sacerdotes, os religiosos e os fiéis, que vós representais. O objetivo primário da Visita ´ad limina Apostolorum´ é refletir uma vez mais sobre a missão e sobre as tarefas ligadas ao vosso serviço episcopal, através da visita ao sepulcro dos grandes Apóstolos Pedro e Paulo e do encontro pessoal com o Sucessor de Pedro.

Sinto´me feliz em vos acolher, pois este é um momento intenso na vida dos Bispos, no qual a Providência nos dá a ocasião de expor a nossa solidariedade e de compartilhar o ministério apostólico, que nos é comum, e que nos torna Sucessores dos Apóstolos. É este ´affectus collegialis´ que nos une, na oração, na celebração eucarística e na compreensão recíproca, para sentirmos juntos as alegrias e as dificuldades da missão, para reconhecermos os apelos do Senhor, a fim de correspondermos cada vez mais às expectativas que Ele tem a nosso respeito. Por isto, desejo agradecer as delicadas palavras do Senhor Arcebispo D. Paulo Eduardo Andrade Ponte, e vos asseguro que de todos me lembro quotidianamente em minhas orações e solicitude pela Igreja.

Guias da Juventude brasileira

2. As vossas dioceses envolvem um povo cuja característica marcante é a sua juventude, além do condicionamento evidente ligado aos desafios da pobreza, da saúde e da educação. Pude, pessoalmente, dar´me conta disto por ocasião da minha visita pastoral de 1991 à vossa terra, da qual ainda conservo uma recordação viva, alegre e reconhecida.

O Brasil é chamado o ´país do futuro´. Pois bem, eu vos diria que a forjadora desse futuro será a juventude, que tive a felicidade de visualizar de norte a sul do país ´ uma infinidade de rostos novos, alegres, otimistas, esperançosos, sequiosos da Verdade ´ e que serão, sem dúvida, ´os primeiros protagonistas do terceiro milênio´ (Discurso, 16´X´1991, 2).

Sabeis muito bem que a juventude ´não é apenas um período da vida que corresponde a uma determinada faixa etária´ (Cruzando o Limiar da Esperança, 19), mas uma qualidade da alma que se caracteriza precisamente por um idealismo que se abre para o amanhã. No período que habitualmente se denomina juventude, o jovem ´ como aquele do Evangelho ´ ´procura a resposta às suas interrogações fundamentais; não somente o sentido da vida, mas, também, um projeto concreto para começar a construir sua vida. É esta a característica mais essencial da juventude´ (ib.).

Compete a vós dar´lhes essas respostas, colocando diante das suas vidas o mais belo Ideal que se encerra no inigualável amor a Cristo. ´Se em cada período de sua vida o ser humano deseja afirmar´se, encontrar o amor, na juventude o deseja de forma ainda mais intensa. Mas para isso os jovens precisam de guias (...) que caminham junto com eles pelos caminhos que escolheram seguir´ (ib.). Vós, caríssimos Irmãos, tendes que ser esses guias, que caminhem diante deles como o Bom Pastor, dispostos a darem a própria vida pelas suas ovelhas, encarnando, primeiro, as virtudes que desejam que eles vivam, depois, sem perder nunca a ´boa forma´ da juventude ´ não importando a vossa idade ´, a vibração espiritual, o entusiasmo e a autenticidade nos vossos ideais apostólicos.

Plasmar a figura de Cristo

3. O pastor tem que ser também pedagogo, artista, escultor. Tem que saber plasmar, como colaborador da graça do Espírito Santo e através de um trabalho de formação permanente, a figura de Cristo no perfil da personalidade em formação. Assim, ele encontrará aquele grande amor: Cristo, de acordo com o lema de São Paulo: ´Para mim, o viver é Cristo´ (Fil 1, 21). Não poupeis esforços em transmitir fielmente à juventude, como fruto do vosso amor a Cristo, a doutrina católica, a única que poderá satisfazer a sua sede de Verdade e de Amor. Ensinai´lhes a saborear com gosto os ensinamentos fundamentais da fé cristã. Vale aqui o que eu dizia à juventude em Denver em 1993: ´Educar sem um sistema de valores baseado na verdade, equivale a abandonar os jovens à confusão moral, à insegurança pessoal e à manipulação fácil´ (Discurso de chegada 12´VIII´1993, 4). Não é exagero dizer que a relação do homem com Deus e a exigência de uma ´experiência´ religiosa são o ponto focal de uma profunda crise que atinge o espírito humano. Enquanto continua a secularização de inumeráveis aspectos da vida, há uma nova exigência de ´espiritualidade´, como evidencia o aparecimento de numerosos movimentos religiosos, os quais procuram responder à crise de valores na sociedade contemporânea. Se por secularização entende´se perder a perspectiva da vida eterna, viver como se ela não existisse, como se Deus não existisse, não se pode ignorar, em contrapartida, as profundas aspirações que hoje animam o coração dos homens. Apesar dos sinais negativos, muitas pessoas têm fome da espiritualidade autêntica e encorajadora. Existe ´uma nova descoberta de Deus na sua transcendente realidade de Espírito infinito´ (Carta enc. Dominum et vivificantem, 2) e especialmente os jovens procuram um fundamento sólido sobre o qual construir a própria vida. Os jovens do Brasil esperam que os guieis rumo a Cristo, que é a única ´resposta existencialmente adequada ao desejo de bem, de verdade e de vida que mora no coração de cada homem´ (Carta enc. Centesimus annus, 24).

Eles esperam que seus pastores sejam mestres da verdadeira oração cristã, que conduz à partilha no diálogo filial do próprio filho com o Pai, em conformidade com a maravilhosa expressão de São Paulo, descrita na Carta aos Gálatas: ´Porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama `Abba! Pai!´´ (Gál 4, 6). O autêntico renovamento das vossas Dioceses exige um apostolado de oração arraigado na fé, fortalecido pela vida sacramental e litúrgica, e operante na caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2558).

Apresentar a plenitude da verdade religiosa

4. Paralelamente à alimentação da vitalidade espiritual dos jovens ´ homens e mulheres ´ está o desafio de lhes apresentar ´a plenitude da verdade que Deus nos deu a conhecer de Si mesmo´ (Carta enc. Redemptoris missio, 5). É óbvio que as controvérsias ideológicas das décadas passadas não lhes despertam interesse algum. Eles não se inspiram num Evangelho distorcido, falseado ou tornado aparentemente fácil. Devem ser feitos todos os esforços para garantir que os programas de educação catequética e religiosa, as escolas e as instituições católicas de ensino superior e, de modo particular, o ministério da pregação da Igreja, apresentem serena e convictamente ´ contudo sem embaraço nem compromissos ´ a integridade do tesouro do ensinamento da Igreja.

É meu desejo também animá´los a perseverarem na formação de professores para o ensino da religião nas escolas públicas, em cumprimento da norma constitucional brasileira mediante a qual ´o ensino religioso, de matricula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental´ (Art. 210, 2). De resto, ´a formação da consciência fica comprometida, se faltar uma profunda educação religiosa. Como pode um jovem compreender plenamente as exigências da dignidade humana, sem fazer referência à própria fonte dessa dignidade, Deus criador? Nesta perspectiva, o papel da família, da Igreja Católica, das Comunidades cristãs e das outras instituições religiosas é primordial, e o Estado, atendo´se às normas e Declarações internacionais, deve assegurar e facilitar os seus direitos neste campo´ (Mensagem para a celebração do Dia Mundial da Paz, 1´I´1991, III). Já vige mútuo e harmônico entendimento entre as diversas confissões religiosas e, apesar de certas divergências havidas recentemente com organismos institucionais de algum Estado da Federação, estou certo de que se chegará sempre a um consenso inspirado na colaboração leal, que permitirá orientar todo o homem, e toda a mulher, segundo o plano de Deus.

Neste sentido, o novo Catecismo da Igreja Católica, além de servir, como é natural, ´como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica´ (Intr., n.4) nas mãos dos próprios formadores, representa para vós um instrumento de alto valor para a formação integral da personalidade do jovem: a primeira catequese que deveria ser aprendida na ´Igreja doméstica´, o ensino necessário para a Primeira Eucaristia e o Sacramento da Crisma, a preparação remota e próxima para o casamento, a orientação do amor e da sexualidade humana e tantos outros capítulos indispensáveis a esse esforço pastoral, são ampla e profundamente tratados no novo Catecismo.

A falta de formação cristã, talvez seja o pior dos males que afetam a nossa juventude. É necessário um empenho efetivo para desenvolver com profundidade um trabalho formativo nessa idade em que o homem projeta os seus ideais para o futuro.

Pastoral da Família

 

 
 

Famílias e jovens

Futuro da Igreja no Brasil depende em grande parte da consolidação da família e da formação dos jovens - PARTE I


5. Estes pressupostos dão´nos ensejo para reafirmar uma vez mais a atenção que deveis dar às prioridades pastorais da Família e da juventude. Por isso, sugiro´vos que essas duas temáticas, intimamente vinculadas, sejam constante objeto das vossas iniciativas apostólicas.

O futuro da Igreja no Brasil e o bem da mesma comunidade nacional dependem, em grande medida, da consolidação da instituição familiar ´ fundada no matrimônio indissolúvel ´ e da educação de uma juventude arraigada nos valores ideais, que a tradição católica trouxe à vossa Pátria.

Embora seja verdade que no vosso Povo perdura felizmente um sólido sentido de família, a saber, a consciência e a estima do seu valor, contudo não ignorais que, na situação atual, podemos notar também algumas ´sombras´, que descrevi na Exortação Apostólica Familiaris consortio, e que são sinais negativos da cultura contemporânea: ´o número crescente de divórcios, a praga do aborto, o recurso cada vez mais frequente à esterilização, a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva´ (n. 6). Mais ainda, as frequentes separações e a mentalidade divorcista, que aumentam pelos maus exemplos e pelo influxo nocivo de certos meios de comunicação social, vão debilitando nos jovens a convicção de que o matrimônio é, por sua própria natureza e por vontade de Cristo, uma aliança em fidelidade e para sempre. Desse modo põe´se em perigo o futuro da instituição familiar e a subsistência mesma de uma sociedade sã, harmônica e autenticamente humana.

É bem sabido que a ruptura da vida familiar produz efeitos deletérios sobre os filhos, que são as primeiras vítimas. A miséria aliada ao fenômeno, infelizmente bastante frequente, do abandono afetivo e espiritual dos jovens, que se sentem de fato ´sem família´, é a causa de males muito graves, que comprometem o desenvolvimento integral da juventude de um país: falta de valores e de normas de vida, desorientação, desapego ao trabalho, vulnerabilidade ante o ambiente de hedonismo e de corrupção moral, alcoolismo, droga e delinquência.

Já tive ocasião de dizer na primeira Visita ´ad Limina´ aos Bispos do Paraná, que a salvaguarda da família deve ser um objetivo pastoral permanente para vós. Neste sentido, quero exortar´vos a continuar com todo o empenho nesta tarefa plasmando´a em realizações concretas. Trata´se de prosseguir, senão de dar vida a uma pastoral familiar orgânica e permanente, destinando para isso os meios que sejam necessários e preparando para tal objetivo agentes pastorais idôneos, entre os vossos sacerdotes, religiosos e membros do laicato que, com uma formação específica nas matérias respeitantes a este âmbito, vos ajudem a enfrentar com criatividade e eficácia este desafio.

Pastoral da Juventude

6. Não menos importante é a Pastoral da Juventude, que estará sempre atenta ´ sob a vossa solícita e diuturna vigilância ´ às exigências formativas dos mais novos.

A este respeito, quereria fazer notar que não basta uma resposta maciça e entusiasta dos jovens. É necessário também oferecer´hes uma formação sólida e exigente, apta a assumirem seu papel como ´sujeitos ativos, protagonistas da evangelização e artífices da renovação social´ (Exor. ap. Christifideles laici, 46).

Neste sentido, é necessário ir ao fundo dos problemas, passar do humano para o divino, dos impulsos sentimentais para as profundas convicções religiosas. E isto exige tempo e esforço continuado. A Pastoral da Juventude deve também formar o jovem na sua consciência política, de acordo com as diretrizes marcadas no Catecismo da Igreja Católica onde claramente se afirma que ´a Igreja não se confunde de modo algum com a comunidade política´ (cf. n. 2245). Dita formação está motivada por um aspecto altamente positivo da personalidade do jovem, que pode sofrer, no entanto, desvios perigosos: o seu espírito de rebeldia e a sua sede de justiça. Quando ela se desenvolve em função de valores humanos e cristãos, em face de um ideal autêntico, o seu inconformismo é como um revulsivo purificador, que impulsiona o progresso e a solidariedade.

Mas, como eu já alertava os jovens em Belo Horizonte, em 1980, existe o perigo de entalizar essa nobre rebeldia para finalidades políticas partidaristas.

A Pastoral da Juventude nunca poderá ter uma determinada cor ou emblema político. A Igreja cometeria uma traição ao homem se, com as melhores intenções, lhe oferecesse bem´estar social, mas lhe sonegasse ou lhe desse escassamente aquilo a que tem direito, a que mais aspira (por vezes até sem o perceber), aquilo a que tem direito, que espera da Igreja e que só ela lhe pode dar: transmitir como depositária autêntica a palavra revelada; anunciar o Absoluto de Deus; proclamar as bem´aventuranças e os valores evangélicos e convidar à conversão; comunicar aos homens o mistério da graça de Deus nos sacramentos da fé e consolidar esta fé ´ em uma palavra, evangelizar e, evangelizando, construir o reino de Deus.

Por isso, a Pastoral da Juventude não deve perder a sua identidade apostólica. Se se desviasse aquele espírito de rebeldia ´ essa profunda sede de justiça que caracteriza a juventude ´ para finalidades políticas que, por serem precisamente partidaristas, dividem, comprimem, partem aquilo que é essencialmente dilatado, universal, católico, se desvirtuaria o que é de mais essencial na mensagem de Cristo e o que há de mais belo e mais autêntico no ideal da juventude!

Em tal contexto, não posso deixar de mencionar um importante setor da Pastoral da Juventude, que é chamado a ter fundamental importância neste limiar do terceiro milênio. Refiro´me à Pastoral Universitária, que, em vosso país, assume uma grande importância pelo elevado número de jovens que cursam o. ciclo de estudos superiores e a influência que eles terão, no futuro, sobre os destinos da sociedade. À medida mesma em que descobrirem o amplo horizonte das ciências e as profundas interrogações que elas apresentam ao ser humano, os jovens universitários devem poder encontrar na Igreja um ambiente propício de acolhida, um âmbito de reflexão que os ajude, à luz da Revelação divina, a iluminar a razão e as ciências que dela decorrem, para perceber com clareza o destino último e o significado pleno do ser humano. Lugar especial de diálogo franco e sincero entre ciência e fé, entre experimentação e observação científicas, por um lado, e sabedoria religiosa, por outro, a Pastoral Universitária, se fiel à sua identidade específica e à sua missão evangelizadora, é chamada a desempenhar uma função importante na Nova Evangelização com que a Igreja deve enfrentar os desafios da sociedade moderna.

Os jovens não só são evangelhos, mas também são eles mesmos evangelizadores que levam o Evangelho aos seus coetâneos, inclusive às pessoas que se afastaram da Igreja e àquelas que ainda não escutaram a Boa Nova. Já sei que desde há tempo se vem intensificando a ação nas Comunidades que, com generosidade e sacrifício, levam a Palavra de Deus e fomentam a vida sacramental, e de igual modo a ajuda caritativa e a promoção humana, às populações mais necessitadas de assistência pastoral. Desejo encorajar, pois, todos os que realizam este meritório trabalho de Igreja, a continuarem a intensificar esses gestos de comunhão, até mesmo entre as diversas dioceses. Aqui se insere, sem dúvida, o dinamismo da juventude. Muitos jovens têm um enorme potencial de generosidade, de dedicação e de empenho, e sentem´se atraídos por formas de trabalho voluntário, especialmente quando se trata de servir os necessitados.

Junto, porém, a essa importante face da solidariedade cristã, meu pensamento vai com imensa gratidão aos jovens ´ e já são muitos, graças a Deus! ´ que se sentem chamados a ser protagonistas da missão. A consciência do dever apostólico, que arranca suas origens das mesmas fontes batismais (cf. Carta ap. Aos jovens e às jovens do mundo, 9), levou´me à convicção de lhes dizer: ´Sobretudo vós, jovens, sois chamados a tomar´vos missionários da Nova Evangelização, testemunhando quotidianamente a Palavra que salva´ (Mensagem para o IX e X Dia Mundial da Juventude, 2l´XI´1993, 3). As manifestações habituais do que chamaríamos de ´ministério da juventude´´ que têm como ponto focal a paróquia ´ devem prosseguir, a fim de que os leigos não se sintam isolados da comunidade mais vasta. Todavia, como as vossas próprias experiências no´lo confirmam, é com frequência útil estimular esta obra mediante associações, movimentos, centros especiais e grupos que correspondam às suas exigências particulares (cf. Carta enc. Redemptoris missio, 37).

Catequese e formação religiosa

7. Para concluir, diletos Irmãos, peço´vos que vivais com grande desvelo a formação dos jovens. Seja dada, com particular esmero, a Catequese em todos os níveis etários, sobretudo aos adolescentes, de modo que estes se sintam realmente ´enlevados como Jesus aos doze anos no Templo´ (Carta às Crianças, 13´XII´1994).

O jovem é essencialmente um ser em formação, e vós sois os seus grandes formadores. Ensinai´lhes que o futuro se realiza na medida em que forem fiéis a uma vocação divina a fim de assumirem plenamente ´aquilo em que cada um e cada uma se deve tornar: para si ´ para os homens ´ para Deus´ (Carta aos jovens e às jovens do mundo, 9); ensinai´ lhes que essa vocação se vislumbra na oração, se fortalece na Eucaristia; ensinai´lhes, também, o verdadeiro significado do sexo e do amor, da alegria e da dor, da vida e da morte; levai´lhes a mensagem de solidariedade e de justiça para que possam ser fiéis continuadores da obra de Deus na terra; ensinai´lhes, o uso correto da própria liberdade, sobretudo, que a maior liberdade é o pleno dom de si. E do mesmo modo, que não tenham medo de evangelizar nas praças e nas ruas como os primeiros apóstolos, de tornar Cristo conhecido nas modernas metrópoles. Este não é o momento de se envergonharem de testemunhar o Evangelho (cf. Rm 1, 16) ´por cima dos tetos´ (Mt 10, 27; cf. Homilia da Missa conclusiva da VIII Jornada Mundial da Juventude, Denver, 15´VIII´1993).

A proteção de Maria

8. Através de vós, Pastores e Irmãos no Episcopado, confio a Maria, Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, Mãe do Amor Formoso, a juventude brasileira; a Ela, que leva em si um sinal indelével de juventude e beleza que não passa jamais. Desejo e peço´vos que aproximeis os jovens dessa Mãe Amorosa, que lhe confieis a vida que se abre diante de si, num futuro esplendoroso, e que A amem com todo o ardor de seu coração jovem (cf. Discurso, Audiência Geral, 2´V´1979, 4). O Papa espera do Brasil uma nova primavera de vocações sacerdotais e religiosas, através da modelo d´Aquela que é a imagem viva da entrega completa a Deus!

Ao terminar este encontro, desejo reiterar´vos a minha estima fraterna e pedir´vos que, ao regressardes às vossas dioceses, leveis a saudação e o afeto do Papa a todos os vossos diocesanos, às famílias cristãs, aos sacerdotes, aos religiosos e às religiosas, que com dedicação e generosa entrega anunciam a Boa Nova da salvação e dão testemunho de serviço, fidelidade e espírito apostólico. Invoco sobre vós e sobre vossos fiéis a proteção do Altíssimo e vos concedo a minha Bênção.

 
 

Família Santuário da Vida

Família Santuário da Vida


O Papa João Paulo II chama a família de ´ Santuário da vida´ (CF, 11).

Santuário quer dizer ´lugar sagrado´. É ali que a vida humana surge como de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família, guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida.

O Concílio Vaticano II já a tinha chamado de ´a Igreja doméstica´ (LG, 11) onde Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido; e ensinou que:

´A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar´ (GS, 47).

´Desta maneira a família, na qual convivem várias gerações, que se ajudam mutuamente em adquirir maior sabedoria e em hamonizar os direitos pessoais com outras exigências sociais, constitui o fundamento da sociedade´ (GS, 52).

Jesus habita com a família cristã nascida no Sacramento do matrimônio. A sua presença nas Bodas de Caná da Galiléia significa que o Senhor ´quer estar no meio da família´, ajudando´a a vencer todos os seus desafios.

Essas duas expressões exprimem bem o sentido profundo da família.

Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher ´à sua imagem e semelhança´ (Gen 1,26), Ele os quis ´em família´. Tal qual o próprio Deus que é uma Família em três Pessoas divinas, assim também o homem, criado à imagem do seu Criador, deveria viver numa família, numa comunidade de amor, já que ´Deus é amor´ (1 Jo 4,8) e o homem lhe é semelhante.

Na Carta às Famílias, que o Papa João Paulo II escreveu em 1994, afirma que:

´Antes de criar o homem, o Criador como que reentra em si mesmo para procurar o modelo e a inspiração no mistério do seu ser ...´(CF, 6).

Todos os seres criados, exceto o homem, já nascem dotados de tudo o que precisam para se tornarem completos na sua natureza. Conosco é diferente; pois Deus nos quis semelhantes a Ele e construtores do nosso próprio futuro. É o que Deus disse ao casal: ´Crescei, multiplicai, e dominai a terra´. (Gen 1,28)

Na visão bíblica, homem e mulher são chamados a, juntos, continuar a ação criadora de Deus, e a construção mútua de ambos. Só ao casal humano dá a inteligência para ver, a liberdade para escolher, a vontade para perseverar e a consciência para ouvir continuamente a Sua Voz. Esta é a alta dignidade que Deus confere à criatura feita à sua imagem.

Para corresponder a esta grandeza dada pelo Criador, o homem deve viver a sua liberdade com responsabilidade. Pecar será sempre abusar da liberdade que Deus nos deu; isto é, vivê´la sem responsabilidade e verdade.

´Ponho diante de ti a vida e a morte, a benção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor teu Deus, obedecendo a sua voz e permanecendo unido a ele´ (Dt 30,19´20).

Ao falar da família no plano de Deus, o Catecismo da Igreja Católica (CIC), diz que ela é ´vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai´ (CIC, 2205).

Essas palavras indicam que a família é, na terra, a marca (´vestígio e imagem´) do próprio Deus, que, através dela continua a sua obra criadora.

Desde que existe a humanidade existe a família, e ninguém jamais a pôde ou poderá destruir, pelo fato de que ela é divina; isto é, foi instituída por Deus.

Como ensina o nosso Catecismo, ela é ´a célula originária da vida social´. ´É a sociedade natural na qual o homem e a mulher são chamados ao dom de si no amor e no dom da vida´ (CIC, 2207).

A família é o eixo da humanidade, é a sua pedra angular. O futuro da sociedade e da Igreja passam inexoravelmente por ela. É alí que os filhos e os pais devem ser felizes. Quem não experimentou o amor no seio do lar, terá dificuldade para conhecê´lo fora dele.

´A família é a comunidade na qual, desde a infância, se podem assimilar os valores morais, em que se pode começar a honrar a Deus e a usar corretamente da liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade´ (CIC, 2207).

O Concílio Vaticano II definiu a família como ´íntima comunidade de vida e de amor´ (GS, 48).

O mesmo Deus que num desígnio de pura bondade criou o homem e a mulher, os quis em família:

´Não é bom que o homem esteja só; vou dar´lhe uma ajuda que lhe seja adequada´ (Gen 2,18).

Depois de ter criado a mulher ´da costela do homem´ (v. 21), a levou para ele. Este, ao vê´la, suspirou de alegria:

´Eis agora aqui, disse o homem, o osso dos meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher ...´ (v. 23)

Após esta declaração de amor tão profunda ´ a primeira na história da humanidade ´ Deus, então, mostra´lhes toda a profundidade da vida conjugal:

´Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne´. (v. 24)

É significativo que, em hebraico, as palavras homem e mulher tenham a mesma raiz: ish e ishá.

Depois de criar o homem e a mulher, Deus lhes disse:

´Crescei e multiplicai´vos, enchei a terra e submetei´a. Dominai ...´ (Gen 1, 28).

Este é o desígnio de Deus para o homem e para a mulher, juntos, em família: ´crescer´, ´multiplicar´, ´encher a terra´, ´submetê´la´. E para isso Deus deu ao homem a inteligência para projetar e as mãos para construir o seu projeto. Com isso o homem e a mulher vão ´dominando´ tudo, desde o microcosmo das bactérias, vírus, moléculas, átomos, etc., até o macrocosmo das estrelas e galáxias.

Já o salmista exclamava :

´Que é o homem, digo´me então ...?

Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e de honra o coroastes.

Destes´lhes poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o universo ...´ (Salmo 8,4´7).

Nestas palavras de Deus: ´crescei e multiplicai´vos´ encerra´se todo o sentido da vida conjugal e familiar.

Desta forma Deus constituiu a família humana, a partir do casal, para durar para sempre, por isso, A FAMÍLIA É SAGRADA !

Neste contexto vemos que o homem não pode estar só, falta´lhe algo para a realização completa do seu ser humano. Vemos aí toda a importância e beleza do matrimônio que enriquece o casal na sua complementaridade. Esse era o plano de Deus quando ´criou o homem...criou´o homem e mulher´(Gen 1,27).

Vemos aí também a dignidade, baseada no amor mútuo, que levam o homem e a mulher a deixarem a própria casa paterna, para se dedicarem um ao outro totalmente. Este amor é tão profundo, que dos dois faz um só, ´uma só carne´, para que possam juntos realizar um grande projeto comum : a família. Daí podemos ver que sem o matrimônio forte e santo, não é possível termos uma família forte e santa, segundo o desejo do coração de Deus.

Quando os fariseus colocaram Jesus à prova, e perguntaram sobre o divórcio, o Senhor lembrou o começo da história da humanidade, em que por vontade de Deus, um homem e uma mulher unem´se tão estreitamente, e de modo tão absoluto, que se tornam ´uma só carne´.

´Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne?´

Então, a conclusão de Jesus é a mais lógica:

´Não separe o homem, o que Deus uniu´( Mt 19,6).

Tudo isto mostra como Deus está implicado nesta união absoluta do homem com a mulher, de onde vai surgir, então, a família. Por isso não há poder humano que possa eliminar a presença de Deus no matrimônio e na família. Deus vive no lar nascido de um matrimônio.

Na missa que o Papa celebrou na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, em outubro de 1997, ao comentar a presença de Jesus e de Maria nas Bodas de Caná, disse:

´Não será legítimo ver na presença do Filho de Deus, naquela festa de casamento, o indício de que o matrimônio haveria de ser o sinal eficaz de sua presença?´

Isto nos faz entender que a celebração do sacramento do matrimônio é garantia da presença de Jesus no lar alí nascente. Como é doloroso perceber hoje que muitos jovens, nascidos em famílias católicas, já não valorizam mais este sacramento, e acham, por ignorância religiosa, que já não é importante subir ao altar para começar uma família!

Toda esta reflexão nos leva a concluir que cada homem e cada mulher que deixam o pai e a mãe para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família, não o podem fazer levianamente, mas devem fazê´lo somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total, até a morte.

Este é o projeto maravilhoso de Deus ao desejar que a humanidade existisse neste nosso mundo, em família. Ela é o arquétipo, o modelo de vida que o Senhor Deus quis para o homem na terra. Se destruirmos a família, destruiremos a sociedade. Por isso, é fácil perceber, cada vez mais claramente, que os sofrimentos das crianças, dos jovens, dos adultos e dos velhos, têm a sua razão na destruição dos lares.

Quando aconteceu a revolução bolchevista na Rússia, em 1917, naquela euforia proletária marxista materialista, que rejeitava a religião como ´o ópio do povo´, os líderes da revolução quiseram banir a família da sociedade russa, como se fosse um fruto rançoso da Igreja. Vinte e cinco anos depois, o próprio Lenin declarava que era preciso voltar a família na sociedade russa, porque ela estava se transformando num bordéu!

Marcada pelo sinete divino, a família, em todos os povos, atravessou todos os tempos e chegou inteira até nós no século XX. Só uma instituição de Deus tem esta força. Ninguém jamais destruirá a força da família por ser ela uma instituição divina.

Para vislumbrar bem a sua importância, basta lembrar que o Filho de Deus, quando desceu do céu para salvar o homem, ao assumir a natureza humana, quis nascer numa família.

´Na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho ao mundo nascido de uma mulher ...´(Gal 4,4).

Já que Ele não poderia ter um pai natural na terra, adotou José como pai legal:

´Não é este o filho do carpinteiro? ´ (Mt 13,55)

Normalmente é o pai quem adota um filho, mas aqui é o contrário, é o Filho quem adota um pai ! Daí podemos ver toda a grandeza de José: foi o escolhido do Pai para ser o pai adotivo do seu Filho.

Quando José quis abandonar Maria ´para não difamá´la´, ele ´que era justo´ (Mt 1,19), de imediato Deus enviou o Anjo Gabriel a José, em sonho, para dizer´lhe:

´José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados´ (Mt 1,20´21).

É importante relembrar aqui que no costume dos judeus, era o pai da criança quem lhe punha o nome, e isto no dia da circuncisão, oito dias após o seu nascimento. Coube a José a honra de dar´lhe o nome de Jesus (cf. Lc 1,59, 62´63).

´Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi´lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o Anjo, antes de ser concebido no seio materno´. (Lc 2,21)

Com isto vemos que, mesmo sem precisar, Jesus quis ter um pai na terra, quis ter uma família, viveu nela trinta anos. Isto é muito significativo. Com a sua presença na família ele sagrou todas as famílias. Conta´nos São Lucas que após o seu encontro no Templo, eles voltaram para Nazaré, ´e Ele lhes era submisso´ (Lc 2,51).

Vemos assim que a família é ´um projeto de Deus´. Como Jesus deveria ´assumir tudo que precisava ser redimido´, como diziam os Santos Padres, Ele começou assumindo o seu papel humano numa família, para santificá´la e remi´la.

Assim se expressou o Papa João Paulo II:

´O Filho unigênito, consubstancial ao Pai, ´Deus de Deus, Luz da Luz´, entrou na história dos homens através da família´(CF,2).

É muito significativo ainda que ´o primeiro milagre´ tenha sido realizado nas bodas de Caná (Jo 2); onde nascia uma família. Tendo faltado o vinho na festa, sinal da alegria, Ele transformou água em vinho, a pedido de sua Mãe ´ 600 litros de água em vinho da melhor qualidade.

As mazelas de nossa sociedade, especialmente as que se referem aos nossos jovens: crimes, roubos, assaltos, sequestros, bebedeiras, drogas, enfim, os graves problemas sociais que enfrentamos, têm a sua razão mais profunda na desagregação familiar que hoje assistimos, face à gravíssima decadência moral da sociedade.

Como será possível, num contexto de imoralidade, insegurança, ausência de pai ou mãe, garantir aos filhos as bases de uma personalidade firme e equilibrada, e uma vida digna, com esperança?

Fruto do permissivismo moral e do relativismo religioso de nosso tempo, é enorme a porcentagem dos casais que se separam, destruindo as famílias e gerando toda sorte de sofrimento para os filhos. Muitos crescem sem o calor amoroso do pai e da mãe, carregando consigo essa carência afetiva para sempre.

Podemos resumir toda a grandeza, importância e beleza da família, nas palavras do Papa João Paulo II, na Encíclica Evangelium Vitae, sobre o valor da vida humana:

´No seio do ´povo da vida e pela vida´, resulta decisiva a responsabilidade da família : é uma responsabilidade que brota da própria natureza dela ´ uma comunidade de vida e de amor, fundada sobre o matrimônio ´ e da sua missão que é ´guardar, revelar e comunicar o amor´( FC,17). Em causa está o próprio amor de Deus, do qual os pais são constituídos colaboradores e como que intérpretes na transmissão da vida e na educação da mesma segundo o seu projeto de Pai. É, por conseguinte, o amor que se faz generosidade, acolhimento, doação: na família, cada um é reconhecido, respeitado e honrado por ser pessoa; e se alguém está mais necessitado, maior e mais diligente é o cuidado por ele.

Do livro ´ FAMÍLIA, SANTUÁRIO DA VIDA´ ´ do Prof. Felipe Aquino

 
 

Jovem e a família

Jovem e a família


´E Ele lhes era submisso´(Lc 2,51)

1 ´ A família é sagrada. Foi criada por Deus para nela sermos felizes.

Jesus quis viver numa família e ser obediente por 30 anos a seus pais. (exemplo para os filhos).

Trabalhou submisso a seu pai adotivo São José sem reclamar, sem desobedecer (exemplo)

2 ´ Foi Deus quem quis que viéssemos ao mundo por nossos pais.

Foi Deus quem lhe deu autoridade sobre os filhos para educá´los. Use (Ef 6,1´3) :Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor ,porque isto é Justo. Honra teu pai e tua mãe´ que é o primeiro mandamento que vem acompanhado de uma promessa ´ para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra.

Quem de vocês não quer ser feliz ou ter vida longa sobre a terra ? Então, honre os seu pais.

3 ´ Usar muito (Eclo 3), que é riquíssimo.

Eclo 3,2 ´ ouvir os conselhos dos pais ...para ser salvo

Eclo 3,5 ´ honra tua mãe... acumula um tesouro

Eclo 3,6 ´ honra teus pais...achará alegria nos filhos

Eclo 3,7 ´ terá vida longa

Eclo 3,9 ´ honra por atos, palavras, paciência

Eclo 3,10 ´ para que te dê a benção (enfatizar a importância da benção dos pais ´ é o próprio Deus que abençoa através dos pais).

Eclo 3,11 ´ a benção do pai fortalece a casa do filho

Eclo 3,14 ´ ajuda a velhice do teu pai, não o desgoste, demostre a vida

Eclo 3,15 ´ ... não o desprezes... tua bondade para com ele não será esquecida.

Eclo 3,16 ´ ...suportar os defeitos da mãe e serás muito recompensado por Deus: (explorar essas recompensas)

Recompensas ao filho:

. tua casa será prospera na justiça

. lembrar´se´ão de ti no dia da aflição

. teus pecados serão perdoados

Eclo 3,18 ´ como é infame quem abandona seu pai e como é amaldiçoado por Deus quem maltrata sua mãe.

Mostrar como Deus exige do filho o respeito para com os pais.

4 ´ Na sua casa você é a solução para os problemas ou será que você é um dos problemas a mais ?

Você fez da sua casa uma pensão, onde você só entra para comer, para beber, ver TV, dormir, ou você vive numa família, amando seus pais, seus irmãos, e ajudando a resolver os problemas ?

5 ´ Você faz a sua mãe de empregada ou até uma escrava, que tem que dar tudo que você quer na hora que você quer?

Muitos filhos ingratos ofendem os pais com palavras, palavrões, insultos, até batem nos pais.

Se a mãe não faz a comida que ele quer, já vai xingando, batendo porta e reclamando...

Filhos que exigem o que o pai não pode dar, roupas caras, roupas de ´marcas´, tênis caro, etc...

Quantos pais choram em silêncio nos seus quartos, sem que os filhos saibam.

A malcriação é grave ofensa aos pais e a Deus.

6 ´ O perdão dado aos pais.

Os pais não são anjos. Eles têm os seus problemas, mas amam os filhos como ninguém. Precisam ser também perdoados. Precisam ser amados, consolados nas horas duras deles. Você faz isto?

Quanto mais se dá o amor, mais amor se recebe. ´Vingue´se ´do seu pai, amando´o.

7 ´ Abordar o caso dos filhos que têm vergonha do próprio pai e da própria mãe.

Aceite os seus pais como eles são. Eles te deram a vida . Peça´lhes a benção todos os dias . Ame´os como eles são. Ore por eles para que Deus os ajude sempre.

8 ´ A sua família depende de você.

Tire a sujeira do seu bigode e a sua família vai melhorar. Seja você uma lâmpada acesa na escuridão do seu lar.

Se lá não há Deus , leve´o para lá, leve Maria para sua casa.

Jesus conta com você para reconstruir e salvar a sua família. É por meio de você, da sua oração no lar, pelo seu carinho com seus pais , com os seus irmãos, que Jesus e Maria vão entrar na sua casa e vão salvar todos vocês. Entregue hoje, aqui e agora, todas as dificuldades da sua família para Jesus, e Ele, com você vai salvar a sua casa.

´Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua família´ (Atos 16,31).

DO Livro: MARANATHA ´ do Prof. Felipe de Aquino

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